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Aérea chega a perder quase US$ 1 bi após vídeo de passageiro expulso de voo

Do UOL, em São Paulo

  • Mel Evans/AP/Arquivo

O valor de mercado da companhia aérea norte-americana United Arlines chegou a cair quase US$ 1 bilhão após a publicação de um vídeo que mostra um passageiro sendo retirado à força de um voo da empresa no último domingo (9).

Na manhã desta terça-feira (11), o valor da companhia caiu à marca de R$ 21,51 bilhões. Na véspera, quando o caso começou a ser divulgado, a empresa valia US$ 22,5 bilhões. O valor de mercado de uma empresa é calculado multiplicando o preço da ação pelo número de papéis no mercado.

À tarde, o ritmo da queda diminuiu. Por volta das 14h20 desta terça, as ações da United operavam em queda de 2,43% na Bolsa de Nova York, negociados a US$ 69,80. Considerando essa cotação, o valor de mercado da empresa era de US$ 21,96 bilhões.

Expulsão de passageiro gera polêmica

O caso que gerou polêmica aconteceu no aeroporto de Chicago, em um voo da United com destino a Louisville, no Estado do Kentucky, ambos nos Estados Unidos.

Antes de o avião decolar, foi constatado que havia mais passageiros do que assentos disponíveis, o chamado "overbooking". Os comissários de bordo solicitaram alguns voluntários para deixar o avião e embarcar em um próximo voo, Porém, ninguém se candidatou, e os funcionários da empresa decidiram escolher aleatoriamente quem teria de sair do avião.

O homem escolhido se recusou a sair e foi retirado à força do avião. Em diversos vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver o momento em que o homem é arrancado do seu assento e arrastado pelo corredor central do avião. Durante a ação, o passageiro ficou machucado e havia sangue em seu rosto.

Após o caso ganhar repercussão, o CEO da United Airlines, Oscar Muñoz, pediu desculpas aos passageiros e disse que estava tentado falar diretamente com o homem mostrado nos vídeos para "resolver a situação".

CEO defende ação em comunicado interno

Apesar de pedir desculpas publicamente, Muñoz disse em um email enviado aos trabalhadores da United que os funcionários no avião "seguiram os procedimentos previstos para lidar com situações como estas".

O CEO da United também acusou o passageiro expulso de ter sido "indisciplinado e beligerante [briguento]".

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