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Bolsa recua 1,75% e fecha no menor nível em dois meses; dólar cai a R$ 3,41

Do UOL, em São Paulo

16/04/2018 17h27Atualizada em 16/04/2018 18h55

O dólar comercial fechou em queda de 0,41% nesta segunda-feira (16), a R$ 3,412 na venda, após duas altas seguidas. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, teve a segunda desvalorização seguida, de 1,75%, a 82.861,58 pontos. É o menor nível de fechamento da Bolsa em mais de dois meses, desde 9 de fevereiro (80.898,7 pontos). 

Na última sexta-feira (13), o dólar havia subido 0,53% e atingido o maior valor de fechamento desde 5 de dezembro de 2016 (R$ 3,429). A Bolsa havia caído 1,3%. 

Siderúrgicas caem

As siderúrgicas e as ações de empresas com forte peso no índice puxaram o resultado negativo da Bolsa nesta segunda.

A Usiminas caiu 4,66%, a CSN, 2,74% e a Gerdau, 0,3%.

Os papéis das estatais Petrobras (-3,54%) e Banco do Brasil (-3,56%) caíram mais de 3%. Também registraram perdas os bancos Bradesco (-2,18%) e Itaú (-1,47%). Outras empresas que se desvalorizaram foram a mineradora Vale, (-0,98%), a fabricante de aviões Embraer (-1,6%), e a BRF, dona da Sadia e da Perdigão (-3%).

Pesquisa Datafolha

A sessão desta segunda foi influenciada pelos resultados de uma pesquisa de intenção de votos divulgados no fim de semana pelo Datafolha, a primeira após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pesquisa mostrou um cenário eleitoral bastante indefinido, com Lula ainda liderando na preferência dos eleitores.

Na hipótese de o ex-presidente não concorrer, a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) aparecem como os dois candidatos à frente, em empate técnico.

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (PSB) tem 10% no cenário sem Lula, enquanto o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) teria 9%, e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) chega a 8%.

Tensão no exterior diminui

No exterior, investidores avaliam que a tensão diminuiu dois dias depois do ataque dos Estados Unidos e aliados à Síria, em resposta a um ataque com gás venenoso que matou dezenas de pessoas na semana passada. 

Com o discurso dos EUA de que não haveria mais ataques e sem respostas mais agressivas da Rússia, aliada do governo sírio, os mercados internacionais operavam com relativa calma, apostando que não haverá escalada militar na região.

(Com Reuters)

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