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Dólar emenda 2ª alta, a R$ 4,351, e bate mais um recorde; Bolsa também sobe

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL*, em São Paulo

12/02/2020 17h00Atualizada em 12/02/2020 18h19

O dólar comercial emendou a segunda alta seguida e fechou o dia com valorização de 0,56%, a R$ 4,351 na venda. É o maior valor nominal (sem considerar a inflação) de fechamento já alcançado pela moeda norte-americana.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também registrou a segunda valorização consecutiva, chegando aos 116.674,13 pontos. Com a alta de 1,13% anotada hoje, o indicador acumula variação positiva de 0,89% em 2020.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Varejo frustrou expectativas em 2019

O últimos resultados do comércio brasileiro divulgados pelo IBGE contribuíram para a valorização do dólar frente ao real. O varejo encolheu 0,1% em dezembro, mas fechou 2019 com alta de 1,8%.

Na comparação com dezembro do ano anterior, houve avanço de 2,6% nas vendas. O resultado foi pior que o esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters, de alta de 0,2% na comparação mensal e de 3,5% na anual.

Em nota, a corretora Commcor explicou que os números são "reações isoladamente negativas ao real, que segue sofrendo com baixos juros e dados de atividade desanimadores".

Coronavírus

No cenário externo, as preocupações com os efeitos do coronavírus foram amenizadas nos últimos dias.

A China registrou hoje o menor número de novos casos de contaminação em quase duas semanas, o que deixou investidores mais confiantes.

"O fato de que o coronavírus não parece tão letal fora da China é algo que está confortando os mercados", disse à Reuters Steve Englander, chefe de pesquisa global do G10 FX na Standard Chartered, em Nova York.

Recorde do dólar não considera inflação

O recorde batido hoje pelo dólar considera o valor nominal, ou seja, sem descontar os efeitos da inflação, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Fazer esta correção é importante porque, ao longo do tempo, a inflação altera o poder de compra das moedas. O que se podia comprar com US$ 1 ou R$ 1 em 2002 não é o mesmo que se pode comprar hoje com os mesmos valores.

*Com Reuters

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