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Dólar sobe 4,69% em abril e vai a R$ 5,438; Bolsa salta 10,25% no mês

Do UOL, em São Paulo

30/04/2020 17h08Atualizada em 30/04/2020 20h28

O dólar comercial fechou em alta de 1,55%, vendido a R$ 5,438. Com o resultado, a moeda acumulou queda de 4,06% na semana, mas fechou abril com alta de 4,69%. No ano, acumula avanço de 35,51%.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 3,2%, a 80.505,89 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 6,87%, fechando o mês com avanço de 10,25%. Foi o maior salto mensal desde janeiro de 2019, quando teve ganho de 10,8%.

Ainda assim, no ano, a Bolsa acumula queda de 30,39%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Aumento do desemprego preocupa

A taxa de desemprego do Brasil terminou o primeiro trimestre em 12,2%, com 12,85 milhões de desempregados no país, em um movimento sazonal, mas que já apresenta os primeiros sinais do impacto do coronavírus sobre o mercado de trabalho.

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, estimou nesta quinta-feira que a taxa de desemprego no país pode até dobrar por conta dos impactos da crise do coronavírus.

"No Brasil a gente já estava com taxa de desemprego elevado. Presume-se que esse desemprego anterior possa aumentar entre 50% a 100% do que era a taxa anterior", afirmou ele, em live promovida pelo banco Credit Suisse.

Nos Estados Unidos, os índices também recuavam diante dos dados ruins de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. Os pedidos iniciais totalizaram 3,839 milhões em dado ajustado sazonalmente para a semana encerrada em 25 de abril, informou o governo.

Tensão entre Bolsonaro e STF

Segundo Jefferson Laatus, sócio fundador do grupo Laatus, "as declarações de Bolsonaro desta manhã também surtiram efeito na economia como um todo".

Em mais um desdobramento tenso na política brasileira, o presidente Jair Bolsonaro classificou nesta quinta-feira como "política" a decisão liminar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal, e disse que a medida quase causou uma crise institucional.

O presidente também rebateu o argumento de que a indicação violava o princípio da impessoalidade ao dizer que Moraes só chegou à corte graças à amizade com o ex-presidente Michel Temer, que o indicou ao STF.

Intervenções do Banco Central

Em leilões realizados em abril, o BC liquidou um total de US$ 6,792 bilhões em swaps cambiais tradicionais com data de início neste mês, maior volume do ano.

* Com Reuters

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