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Dólar fecha em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,551; Bolsa cai 0,15%

Dólar fecha em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,551; Bolsa cai 0,15% após 5 dias consecutivos de alta  - Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo
Dólar fecha em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,551; Bolsa cai 0,15% após 5 dias consecutivos de alta Imagem: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL*

19/04/2021 17h32

Em meio a incerteza pela aprovação do Orçamento, o dólar atingiu hoje o seu quinto dia seguido de baixa, enquanto a Bolsa viu interrompida uma série de cinco altas.

A moeda americana caiu hoje 0,61% ante ao real, cotado a R$ 5,551. Analistas do mercado destacam o viés externo de enfraquecimento da divisa e o clima de incerteza do cenário doméstico como os principais fatores.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda após cinco dias seguidos de valorização. O índice caiu 0,15% aos 120.933,78 pontos, com mínima de 120.682,17 pontos e máxima de 121.974,21 pontos.

As ações da Petrobras (PETR4.SA) lideraram os ganhos, com 5,8% de alta, a R$ 24,28. Na outra ponta, os papéis da Hering (HGTX3.SA) caíram 3,98%, cotados a R$ 22,44.

O que influenciou o mercado nesta segunda-feira

O dólar foi influenciado pelo viés externo de enfraquecimento da divisa norte-americana, enquanto no plano doméstico as atenções seguiam voltadas para o desfecho do Orçamento, que deve ocorrer no máximo até quinta.

De forma geral, investidores globais seguiam repercutindo a percepção de que o banco central dos Estados Unidos manterá estímulos por tempo indeterminado, enquanto a retomada econômica no mundo ampliava a demanda por ativos mais arriscados, caso das moedas emergentes - grupo do qual o real faz parte.

Do lado doméstico o clima de incerteza se mantinha. A novela envolvendo o Orçamento de 2021 - considerado inexequível na forma como foi aprovado pelo Congresso, com valores abaixo do estimado para despesas obrigatórias - dominava o foco dos mercados, que ficavam à espera de uma resolução.

"Devemos ter uma solução para o Orçamento essa semana", disse em post no Twitter Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter. "Além do esperado acordo, o controle da pandemia e reabertura da economia devem melhorar as perspectivas para o resultado fiscal", acrescentou, mas ressaltou que essas previsões dizem respeito apenas ao curto prazo, uma vez que o país pode voltar a apresentar riscos às contas públicas neste ano e em 2022.

Thiago Andrade, sócio da Athena-BGA Investimentos, disse à Reuters que a "pressão (sobre o real) pelo risco fiscal vai continuar".

"Não acho que vamos ter um real mais valorizado por um bom tempo, a não ser que fatores internacionais afetem o mercado doméstico."

Andrade chamou atenção para dados mostrando que a atividade econômica brasileira registrou o nível mais forte de expansão em sete meses em fevereiro, no décimo mês seguido de crescimento, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

Já o Ibovespa mostrou um declínio discreto nesta segunda-feira, em meio a movimentos de correção com a sessão marcada por vencimento de opções sobre ações no pregão brasileiro..

Na visão da equipe da corretora Planner, na semana, os assuntos políticos devem ocupar os holofotes, com o Orçamento de 2021 no centro das atenções.

* Com informações da Reuters

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