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Dólar tem 2ª alta semanal, a R$ 5,353, maior valor em 2 semanas; Bolsa sobe

Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo
Imagem: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

21/05/2021 17h22Atualizada em 21/05/2021 18h13

O dólar comercial terminou o dia em alta de 1,44%, cotado a R$ 5,353 na venda. É o maior valor de fechamento em mais de duas semanas, desde 5 de maio (R$ 5,365). Na semana, a moeda norte-americana ganhou 1,56%, emendando a segunda alta, após seis quedas semanais.

A semana também foi de alta para o Ibovespa, ainda que menos expressiva. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) fechou a sexta-feira com alta semanal acumulada de 0,58%, mesmo após registrar leve queda de 0,09% na sessão de hoje, encerrando a 122.592,47 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Dia morno

Ainda que a semana tenha sido de volatilidade, a sexta-feira passou "sem grandes catalisadores", com os mercados internacionais estáveis, segundo explicou à agencia de notícias Reuters Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos.

Mas o dia mais calmo vem ao fim de uma semana dominada pelos temores sobre o avanço da inflação e uma possível redução de estímulos nos EUA, depois que a ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) mostrou algumas autoridades se inclinando ao debate sobre mudanças na política monetária.

"Em linhas gerais, seguimos em um ambiente em que o mercado vem oscilando entre o otimismo com a recuperação econômica, a liquidez abundante e sem sinais de incômodo por parte dos bancos centrais", disse em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. "Por outro lado, há o receio do aumento da inflação e de uma potencial retirada antecipada de liquidez, o que gera espasmos de volatilidade."

CPI da Covid

Pazuello - Leopoldo Silva/Agência Senado - Leopoldo Silva/Agência Senado
Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello depôs por dois dias à CPI da Covid
Imagem: Leopoldo Silva/Agência Senado

No âmbito doméstico, a expectativa é de que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, que apura a atuação do governo federal no combate à pandemia, continue no radar dos investidores, após uma semana quente com os depoimentos dos ex-ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Eduardo Pazuello (Saúde).

O cronograma dos trabalhos da CPI da Covid na semana que vem está assim:

  • Terça-feira (25), às 9h: depoimento de Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, conhecida como "capitã cloroquina"

A convocação de Mayra Pinheiro partiu de cinco senadores: Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Rogério Carvalho (PT-SE) e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Eles alegam que a secretária se notabilizou como defensora de um "tratamento precoce" com medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19, como a hidroxicloroquina.

Os parlamentares querem mais informações sobre a compra e distribuição de comprimidos de cloroquina pelo Ministério da Saúde, inclusive para Manaus e para o estado do Amazonas, que viveram um colapso no sistema de saúde no início deste ano.

  • Quarta-feira (26), às 9h: sessão deliberativa para votar requerimentos que devem nortear os próximos passos da investigação

Até a manhã de hoje, a comissão acumulava 343 pedidos pendentes de apreciação, de acordo com a Agência Senado. Deste total, 188 sugerem a convocação de testemunhas. É nesta sessão que deve ser definido quem prestará depoimento na quinta-feira (27).

A pauta de votações ainda não foi divulgada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

(Com Agência Senado e Reuters)

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