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Bolsa fecha a semana com perdas de 3,73%; dólar sobe 2,6%, a R$ 5,405

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo*

15/07/2022 17h27

O dólar comercial fechou o dia em queda de 0,52%, cotado a R$ 5,405. Apesar do recuo no dia, encerrou a semana com alta de 2,6%, uma vez que os temores de recessão global continuam. O Ibovespa, principal índice da B3, a Bolsa de Valores brasileira, subiu 0,45%, a 96.551,00 pontos, após dois dias de desvalorização. Na semana, porém, a Bolsa perdeu 3,73%, interrompendo uma sequência de dois avanços semanais.

A maior alta do dia foi da Gerdau (GGBR4), que subiu 5,94%. A maior perda ficou com a Hapvida (HAPV3), com baixa de 5,22%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Bolsa sobe após sequência de quedas

Para a equipe da Guide Investimentos, o mercado brasileiro deve seguir refém do ambiente internacional, com destaque para a queda das commodities, que tem derrubado papéis com grande representatividade no Ibovespa.

Na visão do gestor de renda variável Naio Ino, da Western Asset, a alta da Bolsa foi um "respiro técnico" depois de uma semana difícil, quando se colocou na mesa a possibilidade de um aumento de 1 ponto percentual nas taxas de juros dos Estados Unidos.

Tal perspectiva ganhou força após dados na quarta-feira mostrarem que a inflação ao consumidor nos EUA saltou em junho a 9,1%, maior taxa anual mais de quatro décadas.

Nesta sessão, porém, o noticiário norte-americano foi mais apaziguador nesse sentido.

Pesquisa preliminar com consumidores da Universidade de Michigan para julho mostrou que os consumidores veem a inflação em 5,2% em um horizonte de um ano, menor do que os 5,3% de junho e percentual mais baixo desde fevereiro.

Além disso, autoridades do Federal Reserve sinalizaram que provavelmente manterão um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa de juros no final do mês.

Em Wall Street, o S&P 500 avançou 1,92%, encontrando apoio ainda em dados melhores do que o esperado sobre as vendas no varejo nos EUA e resultados corporativos, o que beneficiou a bolsa brasileira.

De acordo com analista Sidney Lima, da casa de análise Top Gain, o mercado vinha "apanhado" há alguns dias por causa dos temores sobre a velocidade da alta dos juros nos EUA para combater a inflação e essas notícias trouxeram um certo alívio.

Um eventual movimento mais agressivo do Fed em sua política monetária para combater a alta dos preços tem preocupado agentes financeiros por causa da chance de uma recessão nos EUA, com reflexos em outras economias.

No Brasil, Lima destacou como componente negativo na semana a PEC dos Benefícios, promulgada pelo Congresso Nacional na véspera, que referenda receios fiscais, dado que terá um impacto de 41,25 bilhões de reais nas contas públicas.

*Com Reuters

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