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Dólar cai de novo, fecha a R$ 4,915 e acumula queda de 2,83% na semana

Dólar comercial encerrou o dia com baixa de 2,83% na semana, cotado a R$ 4,915. - Getty Images
Dólar comercial encerrou o dia com baixa de 2,83% na semana, cotado a R$ 4,915. Imagem: Getty Images

Do UOL*, em São Paulo

14/04/2023 17h28Atualizada em 14/04/2023 21h14

O dólar comercial encerrou o dia com baixa de 2,83% na semana, cotado a R$ 4,915.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou em queda de 0,17%, aos 106.279,37 pontos. Mesmo com a pequena queda, bolsa de valores teve a maior alta semanal de 2023: 5,41%. O Ibovespa teve a melhor semana desde 23 de dezembro de 2022, segundo levantamento do Trademap.

O que aconteceu:

Resultado do Ibovespa veio após IPCA de março abaixo do esperado. Isso elevou a perspectiva de um corte na taxa de juros do país antes do previsto.

Já a moeda americana teve um movimento de queda nos últimos dias conforme aumentaram as perspectivas de corte das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Em uma semana, o dólar caiu de R$ 5,058, fechamento da última sexta, para R$ 4,915.

Dados de hoje mostraram que as vendas no varejo dos EUA caíram mais do que o esperado em março, sugerindo que a economia perdeu força no final do primeiro trimestre por causa das taxas de juros mais altas.

"A expectativa de menor atividade econômica traz a esperança de que o Fed possa amenizar [a taxa] um pouco", disse à agência Reuters Matheus Pizzani, economista da CM Capital.

O Fed faz sua próxima reunião de política monetária no início de maio.

Lá fora, os balanços de bancos como JP Morgan, Citi e Wells Farg vieram melhores do que o esperado. E isso está puxando também o setor financeiro no Brasil. Itaú e Banco do Brasil, principalmente, lideram as altas da semana.

Cenário interno:

O alívio do mercado com a apresentação da proposta de arcabouço fiscal do governo tem colaborado para o salto do real. É o que diz Pizzani, afirmando que a "harmonização das políticas fiscal e monetária torna o Brasil mais atrativo".

Operadores também têm repetido que o nível da taxa Selic, atualmente em 13,75%, oferece uma rentabilidade interessante para investidores estrangeiros que tentam lucrar com estratégias de câmbio que se aproveitam de diferenciais de juros.

O especialista diz que existe espaço para o dólar continuar abaixo de R$ 5. "Temos juros elevados, e, mesmo que o BC cortasse a Selic, ainda teríamos um juro real muito elevado", disse Pizzani.

"Além disso, a gente está entrando num período muito positivo para nossa balança comercial", completou ele, citando otimismo em relação às safras de soja.

A leve queda da Bolsa de hoje é por causa da busca de lucros. Quando há uma alta, os investidores em seguida vendem as ações, para embolsar os ganhos da semana ou dos últimos dias, explica Apolo Duarte, sócio e head da mesa de renda variável da AVG Capital.
O petróleo teve alta durante a semana, assim como o minério de ferro. Isso ajudou as empresas desses setores.
Na semana que vem, os investidores aguardam a volta do presidente Lula para o Brasil da viagem para a China. Além disso, também há a expectativa de início da tramitação do arcabouço fiscal.

(Com Reuters)