Conteúdo publicado há 8 meses

Dólar sobe a R$ 4,951, e Bolsa cai após dados de desemprego e do orçamento

O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira (31), a última de agosto, em alta de 1,68%, cotado a R$ 4,951.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou em queda de 1,53%, aos 115.741,81 pontos.

Cenários interno e externo:

Na variação mensal, o dólar fechou em alta de 4,69% enquanto a Bolsa caiu 5,09% em agosto.

Mercado está atento às contas públicas. A recente deterioração nas contas públicas aumeta as dúvidas se o governo vai conseguir chegar ao déficit fiscal zero no próximo ano, ou seja, não gastar mais do que arrecadar. Além disso, medidas para aumentar as receitas públicas trouxeram preocupações sobre os potenciais efeitos nos resultados de empresas.

Déficit zero é desafio. Segundo Haddad, o governo herdou um orçamento com saldo negativo de R$ 230 bilhões da gestão anterior. Para alcançar a meta de déficit zero, o governo enviou diversas propostas para conseguir equilibrar as receitas e despesas, como o Carf, taxação de fundos exclusivos offshores, apostas esportivas, entre outros.

O mercado observa os dados divulgados hoje pelo IBGE, que mostraram que taxa de desemprego no Brasil no trimestre encerrado em julho caiu para 7,9%, segundo os dados da PNAD Contínua. Esta é a menor taxa para um trimestre encerrado em julho desde 2014, quando o indicador ficou em 7%.

Ao todo, o país tem 8,5 milhões desempregados. Houve queda de 6,3% em três meses e de 3,8% se comparado ao mesmo período de 2022. O número de pessoas ocupadas voltou a crescer após dois trimestres em queda, chegando a 99,3 milhões.

O destaque no cenário internacional vem dos dados divulgados hoje que mostraram que a inflação voltou a subir em julho nos Estados Unidos, para 3,3%, contra 3,0% em junho. Os dados foram divulgados pelo Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), a medida utilizada pelo Fed (Banco Central norte-americano), que quer levá-la para 2%.

Apesar da leve aceleração dos dados na base anual, a leitura de inflação dos EUA ainda veio em linha com o esperado, segundo o diretor de operações da FB Capital, Fernando Bergallo. Ele mantém visão de que "os juros por lá não devem subir mais", ressaltando que a aposta de um "pouso suave" da economia norte-americana está ganhando terreno entre os analistas.

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Juros mais altos nos EUA tendem a impulsionar o dólar ao tornar os retornos do mercado de renda fixa norte-americano mais atraentes, enquanto a perspectiva de uma postura monetária mais branda por lá costuma beneficiar moedas rivais do dólar, principalmente as de países com taxas mais altas, que oferecem maior rentabilidade.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

(Com AFP e Reuters)

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