Conteúdo publicado há 2 meses

Dólar cai a R$ 4,872 com prévia da inflação perto da esperada; Bolsa sobe

O dólar caiu 0,57% hoje e fechou o dia vendido a R$ 4,872. No mês, a moeda americana acumula desvalorização de 3,36% em relação ao real.

Já o Ibovespa subiu 0,64% e chegou aos 126.538,32 pontos. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) registra alta de 11,84% em novembro.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Prévia da inflação no Brasil ficou perto das projeções do mercado. O IPCA-15 acelerou para 0,33% em novembro, depois de subir 0,21% no mês anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa de 0,3%, de acordo com pesquisa da Reuters.

IPCA-15 não muda expectativa para os juros, segundo especialista. "[Prévia de novembro] Não deve alterar o curso do Banco Central, o que acaba significando também a ratificação do discurso de [Roberto] Campos Neto sobre a manutenção do ritmo de cortes da Selic, sem que afete o câmbio", disse à Reuters Márcio Riauba, gerente da mesa de operações da StoneX.

Investidores ainda aguardam dados de inflação dos EUA. Segue a expectativa pelo PCE de outubro, o índice de preços para gastos de consumo pessoal, que será divulgado na quinta-feira (30). O dado é importante para o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) e pode dar alguma sinalização aos investidores sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos.

PCE impacta os juros americanos e, consequentemente, o câmbio. Se os dados indicarem inflação mais controlada nos EUA, há a expectativa de que o Fed comece a reduzir os juros mais cedo do que o previsto. No geral, juros mais baixos nos EUA motivam o mercado a redirecionar recursos para países mais rentáveis, ainda que mais arriscados, como o Brasil.

(*Com Reuters)

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