Conteúdo publicado há 2 meses

Dólar cai a R$ 4,926 com PIB melhor do que o esperado; Bolsa fica estável

O dólar caiu 0,46% e fechou o dia vendido a R$ 4,926. Ontem, a moeda norte-americana subiu 1,38%, na maior alta diária em dois meses, desde 3 de outubro.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), terminou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,08%, e chegou aos 126.903,25 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Investidores ajustaram suas posições após o rali do real de novembro e aguardavam uma série de dados de emprego dos Estados Unidos desta semana, repercutindo ainda nova surpresa positiva na leitura do Produto Interno Bruto do Brasil.

Dados do IBGE mostraram que o PIB do Brasil cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2023 e manteve-se em território positivo depois de um primeiro semestre forte. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma contração de 0,2% no terceiro trimestre de 2023 sobre os três meses anteriores.

Mais uma vez, a queda das ações da Vale após previsões para 2024 minou a repercussão positiva a dados do PIB, que mostraram resiliência no consumo das famílias, beneficiando particularmente ações de empresas de varejo.

O banco Inter disse em nota nesta terça-feira que investidores ligaram o "modo cautela" conforme "aguardam dados macroeconômicos e aproveitam para realizar parte dos lucros de novembro".

O arrefecimento dos Treasuries, por sua vez, refletiu apostas de que o próximo movimento do Federal Reserve na política monetária será um corte de juros no primeiro semestre do próximo ano.

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A perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos costuma levar a um redirecionamento de recursos para países mais rentáveis, ainda que mais arriscados, como o Brasil. Por outro lado, quaisquer indícios de uma política monetária mais rígida por lá tendem a impulsionar o dólar globalmente.

(*Com Reuters)

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