Conteúdo publicado há 2 meses

Dólar vai a R$ 4,948, na maior alta diária em 2 meses; Bolsa cai mais de 1%

O dólar subiu 1,38% e fechou o dia vendido a R$ 4,948. É a maior alta diária em dois meses, desde 3 de outubro, quando a moeda americana saltou 1,73%.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), caiu 1,08% e chegou aos 126.802,79 pontos. O resultado vem depois de duas altas consecutivas e é a maior queda diária desde 27 de outubro (-1,29%).

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Alta do dólar acompanha curva de juros americanos. Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura, explicou à Reuters que a valorização do dólar no mundo é reflexo da alta nos rendimentos dos títulos públicos americanos. Pela manhã, os juros dos Treasuries de 10 anos — referência global para decisões de investimento — chegavam à casa dos 4,25%.

Investidores esperam por dados de emprego nos EUA. O mercado está na expectativa pela divulgação do chamado payroll, que sai na sexta-feira (8). Dados fracos tendem a reforçar as apostas de uma política monetária mais branda, mas surpresas para cima provavelmente reverteriam o recente otimismo, podendo aumentar a demanda pelo dólar e fazendo a cotação subir mais.

PIB do Brasil, que sai amanhã (5), também está no radar. Os investidores também aguardam pelos números do terceiro trimestre da economia brasileira. Nos três meses anteriores, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,9% — acima do esperado.

A questão agora é se a queda das taxas [nos EUA] e do dólar foram excessivas. Informações cruciais sobre o mercado de trabalho dos EUA nesta semana devem ajudar tanto os mercados quanto o Fed [Federal Reserve, o Banco Central americano] a responder a essa pergunta.
Eduardo Moutinho, analista de mercado da Ebury

Dia de queda para as commodities -- em especial, o minério de ferro e o petróleo. Com a agenda fraca, os mercados aproveitaram para realizar um pouco dos lucros acumulados nas últimas semanas. Agora fica a expectativa pelos dados de emprego nos EUA e os dados do PIB [do Brasil].
Leandro Petrokas, diretor de research e sócio da Quantzed

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