Dólar sobe a R$ 4,912 com mercado à espera de dados dos EUA; Bolsa cai

O dólar subiu 0,96% e fechou o dia vendido a R$ 4,912, interrompendo uma sequência de duas quedas seguidas. No mês, a moeda americana ainda acumula leve perda de 0,08% frente ao real.

Já o Ibovespa caiu 0,79% e chegou aos 130.804,17 pontos hoje, um dia após bater seu recorde nominal histórico. Em dezembro, porém, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) subiu 2,73%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Mercado espera por dados econômicos dos Estados Unidos. Há expectativa pelo PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre, que sai amanhã (21), além de dados sobre rendimentos e gastos pessoas, que serão divulgados na sexta (22). Os números são importantes para o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) e podem dar alguma sinalização sobre o futuro dos juros nos EUA.

Alta dos preços impacta os juros, o que pode beneficiar o dólar. Caso os dados dos EUA indiquem algum descontrole da inflação, a tendência é de que o Fed mantenha os juros em patamar elevado por mais tempo. No geral, juros mais altos nos EUA tornam o mercado de renda fixa americano mais atrativo aos investidores, o que favorece o dólar.

Investidores ainda repercutem aumento da nota de crédito do Brasil. Ontem (19), a S&P mudou a nota de longo prazo do Brasil de BB- para BB. "A elevação do 'rating' traz algum movimento de inclinação ao risco, e acho que o mercado está se apoiando nesse cenário doméstico para sustentar o câmbio em torno de R$ 4,85", disse à Reuters Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

Com uma agenda econômica 'fraca', o dia foi marcado por intensa volatilidade e um volume de negociações mais baixo, uma característica comum na semana que antecede o Natal. A ausência de indicadores econômicos relevantes também contribuiu para essa dinâmica hoje.
Lucas Almeida, sócio da AVG Capital

(*Com Reuters)

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