Empresário fatura com sacolé de espumante em festas no RJ e quer abrir loja

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL

Apreciador de espumante, o contador Ruan Nemeczymk, 27, resolveu transformar a paixão em negócio. Misturou a bebida com frutas, congelou em um saquinho e batizou de Chandonlé --em referência à marca de espumante Chandon e ao sacolé, também conhecido como gelinho ou geladinho, dependendo da região.

O primeiro teste foi no Carnaval deste ano. Ele fez cerca de 70 unidades para vender durante a passagem de um bloco de rua no Rio de Janeiro, e vendeu tudo em menos de uma hora, conta.

"No Rio, é proibido vender garrafas em eventos de rua. E, assim como eu, muitas pessoas gostam de beber espumante. Então, pensei em uma forma de vender a bebida gelada sem infringir a lei."

Cada unidade custa R$ 10 e há opções nos sabores morango, coco e abacaxi com hortelã. Todos são servidos em uma taça de plástico personalizada.

"O produto desperta bastante curiosidade das pessoas por ser um espumante oferecido no formato de sacolé. Com as taças, então, a aceitação é muito boa. Pode encarecer um pouco o produto, mas é um valor que agregamos a ele."

Inauguração da primeira loja

O empresário não revela o faturamento nem o lucro, mas diz que, em breve, vai abandonar a consultoria que mantém para se dedicar exclusivamente ao negócio. "Até novembro eu atuei como MEI (Microempreendedor Individual), mas já migrei para o Simples e devo abrir a minha primeira loja em janeiro."

Ele disse que todo o dinheiro que vem recebendo está sendo aplicado em equipamentos para a fabricação do produto e na instalação da loja.

"Atualmente, eu estou fazendo tudo sozinho. Chego do trabalho e começo a produção. Somente minha família tem me ajudado, às vezes. Quando tenho dois eventos no mesmo dia, contrato pessoas para ir a um deles. Mas já estou começando o processo para selecionar profissionais para atuar na loja e na fábrica."

Nemeczymk afirma que a loja não venderá exclusivamente o Chandonlé. "Será uma champanheria que comercializará todos os tipos de champanhe e espumantes, além do Chandonlé."

Casamentos e festas de empresas

Ele diz que vende de 100 a 300 Chandonlés por evento. "Se o evento for grande e estiver calor, eu vendo mais. Se for pequeno e estiver frio ou chovendo, o movimento cai um pouco."

O empresário afirma que, depois que apresentou o produto na Expo Noiva 2015, já fechou contratos para servir o produto em casamentos. "Quando fechamos eventos grandes, o preço cai."

Ele diz que faz a média de quatro eventos por mês, entre feiras de food truck, casamentos, aniversários e festas de empresas.

Produto é facilmente copiável, diz especialista

Para Paulo Marcelo Tavares Ribeiro, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo), a ideia do empreendedor é boa, mas é muito fácil de ser copiada e a concorrência pode aparecer rápido.

"Ele pegou um produto tradicional e inovou, mas a ideia é muito simples. O Chandon, por ser nacional, é fácil de ser comprado, e o produto em si é muito simples de ser produzido."

De acordo com o consultor, o empresário precisa focar a sua expansão na produção para empresas de eventos. "Ele já começou a seguir por este caminho ao fornecer o Chandonlé para festas de casamentos, aniversários e outros eventos. Talvez a saída seja firmar contrato com empresas que realizam grandes eventos nacionais."

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