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Especialistas dão 10 dicas para evitar o calote

Sophia Camargo

Do UOL, em São Paulo

05/08/2014 06h00

A inadimplência cresceu 2,8% no primeiro semestre de 2014, segundo dados da Boa Vista SCPC. A inadimplência é o atraso no pagamento da dívida que possibilita ao credor "sujar" o nome do devedor.

Ou seja, se o devedor deu calote, seu nome pode parar na lista negra, o que dificulta pegar crédito na praça. O prazo para ser considerado inadimplente varia conforme cada contrato.

De acordo com Fernando Cosenza, diretor de Sustentabilidade e Serviços da empresa, há risco de que a inadimplência aumente ainda mais.

"Neste momento, o brasileiro de renda média e baixa está com orçamento apertado por conta da alta dos juros que saltaram de 7,25% para 11% ao ano em pouco mais de um ano", diz.

Segundo ele, houve aumento dos juros, aumento da inflação e não houve aumento da renda. Esses três fatores fazem com que o orçamento aperte e a inadimplência fique mais próxima de quem não toma os devidos cuidados.

Como evitar a inadimplência?

Para Cosenza, a questão principal para evitar a inadimplência é planejamento financeiro. "É preciso ter uma relação consciente com as finanças do dia a dia, planejando despesas e receitas."

Para o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, também é necessário antecipar a inadimplência evitando as linhas mais caras de crédito, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito. "Se a pessoa usa essas linhas como parte da renda, ou seja, todo mês, ela está no caminho de se tornar uma inadimplente", diz.

Se isso está acontecendo, Rabi aconselha a cortar despesas e procurar os credores de forma a renegociar prazos e taxas antes que a inadimplência se torne realidade. "Os juros são mais baixos para quem ainda não está com o nome sujo."

Leia, a seguir, as 10 dicas dos especialistas para evitar a inadimplência:

1. Não gaste mais do que ganha. Quem faz isso se tornará um endividado.

2. Faça o orçamento doméstico. Reúna a família e levante todos os gastos. Decida, em conjunto, o que cortar, quanto guardar e onde aplicar o dinheiro poupado.

3. Crie o hábito da poupança. Tenha uma reserva de emergência de pelo menos seis meses para cobrir o total de despesas da família.

4. Não avance no limite do cheque especial porque as taxas de juros são elevadas. Prefira linhas de crédito mais baratas como crédito consignado ou pessoal.

5. Cuidado com o cartão de crédito. Ao usar o cartão, verifique se pode pagar a fatura integral no mês seguinte. Não use o rotativo do cartão, pois os juros são altos.

6. Fuja do consumismo. Se a compra é necessária, pague à vista ou use o cartão quando a compra cabe no orçamento.

7. Economize nas pequenas despesas do dia a dia.

8. Não leve crianças pequenas para fazer compras. Elas sempre pedem algo e fazem a compra ficar mais cara.

9. Corte toda despesa supérflua.

10. Tenha planos. Ninguém consegue poupar por muito tempo sem que tenha um destino para esse dinheiro, que pode ser a compra de uma casa ou a aposentadoria.

Economia