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Invista, faça reserva de urgência, não abuse do crédito: 8 dicas para 2015

Sophia Camargo

Do UOL, em São Paulo

  • arte UOL

Fazer o planejamento financeiro e deixar as finanças em dia não deveria ser apenas mais uma promessa de Ano-Novo em 2015.

O novo ano começa com a perspectiva de alta das taxas de juros e baixo crescimento econômico do país. "Existe a possibilidade de este ser um ano mais complicado na economia, até com aumento do desemprego", diz Conrado Navarro, consultor financeiro e co-autor do livro "Dinheiro é um Santo Remédio" (Editora Gente, R$ 24,90).

Medidas como adotar uma ferramenta de planejamento financeiro, fazer uma reserva de emergência e não abusar do crédito são recomendações do especialista para que as pessoas possam organizar suas finanças e passar o ano com mais tranquilidade.

ADOTE UMA FERRAMENTA DE PLANEJAMENTO
Getty Images

A ideia é tirar o controle das finanças pessoais exclusivamente da cabeça. "Quando queremos muito algo, o cérebro dá um jeito de nos iludir sobre nossa real situação financeira", diz Navarro. A ferramenta pode ser uma planilha no computador, um aplicativo no celular. Mas precisa estar sempre atualizada e mostrar a real situação financeira, para evitar compras que vão prejudicar o orçamento.

FAÇA UMA RESERVA DE EMERGÊNCIA
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A reserva de emergência é para ser usada apenas em caso de necessidade. O valor varia de acordo com a atividade da pessoa. Um funcionário público que tenha estabilidade pode acumular o equivalente a seis meses de despesas. Já um profissional liberal ou autônomo, sem garantia de renda, deve poupar no mínimo 12 meses de despesas.

FAÇA SEGUROS
Getty Images/iStockphoto

As pessoas estão acostumadas a fazer o seguro do carro, mas se esquecem de outros igualmente importantes. O seguro de vida, por exemplo, dá um suporte não apenas em caso de morte, mas também de invalidez. Seguro-saúde e seguro do imóvel completam as recomendações.

NÃO ABUSE DO CRÉDITO
Marlene Bergamo/Folhapress

A perspectiva é de elevação da taxa de juros, o que significa que pegar dinheiro emprestado vai ficar ainda mais caro. Antes de gastar, leve em conta os limites da renda e só compre o que poderá pagar. Evite as linhas de crédito mais fáceis (e mais caras) que existem:  cheque especial e rotativo do cartão. Se realmente precisar de empréstimo, procure os que têm taxas mais baixas, como consignado.

PROGRAME-SE PARA DESPESAS FUTURAS
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Inclua no orçamento uma projeção de gastos futuros tais como IPVA, IPTU e matrícula escolar em janeiro; presentes de Natal, aniversário, dia das mães, dos pais, das crianças, viagens de férias. Estipule um valor para cada despesa e vá economizando mensalmente. Assim, em vez de gastar R$ 1.000 de uma vez, poupe R$ 100 por dez meses para pagar a despesa futura.

FAÇA INVESTIMENTOS
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Organize suas contas para poupar todos os meses e aumentar seu patrimônio. "De 10% a 30% da renda é a meta", diz Navarro. O dinheiro deve ser poupado para realizar objetivos. À medida que esses objetivos vão se realizando, poupe para os objetivos novos. Exemplos de objetivos: a compra da casa própria, a aposentadoria, a troca do carro, a viagem de férias.

VENDA COISAS QUE VOCÊ NÃO USA MAIS
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Para conseguir poupar um dinheiro extra, verifique o que está sem uso na sua casa e coloque à venda. "Finanças pessoais não são apenas guardar dinheiro, mas conseguir dinheiro por meio do que você não usa mais", diz Navarro. Usar sites específicos de vendas ou divulgar os produtos em redes sociais pode ser uma boa solução.

NEGOCIE TODA COMPRA
Chad Baker/Thinkstock

Aproveite a internet para pesquisar os melhores preços. Para Navarro, o brasileiro costuma ter vergonha de pedir desconto durante as negociações. "Isso faz com que muita gente acabe pagando mais do que o valor justo da compra", diz. Aproveite também para pedir descontos para pagamento à vista.

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