Sabia que pode melhorar seu ranking e conseguir mais dinheiro emprestado?

Sophia Camargo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Arte/UOL

Você não está com o nome sujo mas mesmo assim não consegue fazer empréstimo nem financiar nada? Por que será que isso acontece? O problema pode estar no seu "score de crédito", uma pontuação que indica o risco de inadimplência que o consumidor tem e que bancos e empresas levam em conta antes de conceder crédito.

Dois dos maiores escritórios de crédito do país, a Serasa e a Boa Vista SCPC, disponibilizam a consulta online gratuita e imediata desse score ao consumidor. Para fazer isso, é preciso se cadastrar nas páginas do Serasa Consumidor e da Boa Vista SCPC informando uma série de dados pessoais.

O score vai de 0 a 1.000. Quanto maior a pontuação, menor a chance de inadimplência desse consumidor. Os dois escritórios têm diferentes faixas para medir esse risco.

Segundo a gerente do Serasa Consumidor, Carolina Aragão, a empresa mede o score da seguinte forma:

  • 0 a 300 – score baixo - alto risco de inadimplência
  • 301 a 700 – score médio – médio risco de inadimplência
  • 701 a 1000 – score alto – baixa probabilidade de se tornar inadimplente

O superintendente de Serviços ao Consumidor da Boa Vista SCPC, Pablo Nemirovsky, informa que o score é assim avaliado pela instituição:

  • 0 a 444 - alto risco de inadimplência (33%), ou seja, a cada 100 pessoas, 33 vão ficar devendo, na média
  • 445 a 576 – médio risco de inadimplência (18%), ou seja, a cada 100 pessoas , 18 vão ficar devendo, na média
  • Acima de 577 – baixo risco de inadimplência (8%), ou seja, a cada 100 pessoas , 8 vão ficar devendo, na média

O que diminui sua pontuação?

Segundo Pablo Nemirovsky e Carolina Aragão, essas são as informações que constituem o score:

  • Débitos em atraso: o comportamento de pagamento atual e dos últimos cinco anos (a lei não permite que sejam utilizadas as informações anteriores aos últimos cinco anos)
  • Busca exagerada de crédito: se o consumidor procurar muito crédito em diversos bancos e financeiras em um curto período (cerca de 15 dias), isso conta negativamente, pois os escritórios entendem que irá aumentar o risco de inadimplência caso esses créditos sejam concedidos.
  • Falta de informações positivas: se o consumidor se inscrever voluntariamente no chamado cadastro positivo, as informações sobre os pagamentos efetuados também passam a ser levadas em conta. Sem isso, segundo Nemirovsky, os escritórios contam apenas com os dados negativos sobre o consumidor e não têm acesso à pontualidade de seus pagamentos. Veja mais informações sobre o cadastro positivo no Serasa Consumidor e na Boa Vista SCPC.
  • Falta de histórico – A falta de informação sobre o consumidor também o deixa com o score baixo. Um exemplo: se acaba de se formar, nunca trabalhou, nunca recebeu um salário, nem teve conta em banco, é jovem, o credor não tem ideia de como esse consumidor vai se comportar quando tiver um crédito na mão, pois não há o histórico de endividamento e pagamentos.
  • Ter o nome sujo – Se o consumidor estiver com o nome sujo, negativado, cheio de dívidas sem pagar, sua pontuação ficará bem baixa. O tempo de inadimplência também conta bastante: quanto mais tempo sem pagar, pior.
  • Ter limpado o nome recentemente – Carolina Aragão explica que o consumidor pode ter acabado de limpar o nome, mas já teve muitas dívidas no passado. "Isso acaba levando a pontuação para baixo, até que o consumidor demonstre que seu comportamento mudou pagando as contas em dia", diz.

Os especialistas explicam que as empresas podem conceder créditos até mesmo a quem tem pontuação mais baixa, pois cada uma tem uma política diferente. Até mesmo uma pessoa que tenha uma nota de crédito elevada poderá não obter empréstimo em uma instituição para a qual ficou devendo em alguma época da vida, pois as empresas não são obrigadas a conceder o crédito.

Como melhorar sua pontuação de crédito?

  • Pague suas contas e empréstimos em dia, sem atraso
  • Se perceber que atrasou ou esqueceu de pagar a conta, pague o mais rápido possível
  • Se perceber que não vai poder pagar, antecipe-se e converse com o credor para tentar uma renegociação ou um prazo maior antes de ficar com o nome sujo
  • Faça o planejamento financeiro para saber como andam as contas da casa e se não está caminhando para uma eventual inadimplência
  • Ao fazer dívidas, procure comprometer menos de 30% da renda liquida (tirando os descontos)
  • Preencha o cadastro positivo. Fornecer todas as suas informações de pagamentos pelo cadastro positivo das instituições é uma maneira de elevar a pontuação. Mas atenção, essa dica só vale para quem está pagando as contas em dia.
  • Não faça muitas consultas pedindo crédito em curto período
  • Faça consultas periódicas ao seu CPF para saber se não foi vítima de alguma fraude. É possível verificar se há problemas com o CPF pela Serasa e pela Boa Vista SCPC

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