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Tripa, cabelo, taxímetro e montanha-russa: exportações curiosas do Brasil

Lucas Gabriel Marins

Colaboração para o UOL, em Curitiba

12/09/2018 04h00

Já parou para pensar na quantidade de itens exportados pelo Brasil? De acordo com relatório do Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), disponível no site do órgão, são cerca de 7.200 produtos.

Na lista, além das commodities (como soja e minérios), que dão destaque internacional para o país, há também itens curiosos, como tripa de boi, cabelo humano, taxímetro e montanha-russa.

De acordo com Anara Wisnievski Miske, professora da área de negócios internacionais da FAE Business School, de Curitiba (PR), mesmo que esses produtos não tenham tanta representatividade na balança comercial brasileira, é importante mantê-los.

"Essa diversificação é necessária porque faz com que o Brasil se desenvolva em novas áreas que, apesar de muitas vezes não despertarem interesse interno, têm mercado e demanda fora daqui", disse.

Confira alguns desses produtos inusitados exportados pelo Brasil:

Os produtos

  • Pixabay

    Tripas

    Tripas, bexigas e estômagos de bovinos e suínos estão na pauta de exportação brasileira. Entre janeiro e junho deste ano, o país enviou para fora 16,4 mil toneladas das partes internas dos animais, totalizando US$ 60,33 milhões (R$ 251 milhões). Os maiores compradores no período foram Hong Kong (34%), Ucrânia (11%) e Rússia (10%). As tripas dos animais, segundo o site da empresa Brascase Alimentos, são usadas na indústria de embutidos.

  • Pixabay

    Cabelos humanos

    Cabelo também é item de exportação. Em 2017, cerca de 1.616 quilos de madeixas de brasileiras foram enviadas mundo afora. Só no primeiro semestre deste ano mais de 600 quilos deixaram as cabeças das brasileiras, movimentando US$ 321,76 mil (R$ 1,34 milhão). O único comprador no período foi Israel. Por lá, segundo empresários do setor, os cabelos são usados na fabricação de perucas.

  • Pixabay

    Cartas de jogar

    Entre janeiro e junho deste ano, o país exportou 56 mil quilos de cartas de baralho, o que gerou US$ 615 mil (R$ 2,56 milhões). Os maiores compradores foram os Estados Unidos (36%), seguidos de Paraguai (12%) e República Dominicana (5%). O estado brasileiro que mais produziu e vendeu cartas no período foi o Amazonas, responsável por 96,5% de toda a produção.

  • Pixabay

    Esquis

    O Brasil não tem neve, mas isso não impede que aqui se fabriquem esquis. Em 2017, o país enviou dois equipamentos para o exterior, cada um com cerca de cinco quilos. Os países de destino foram Estados Unidos e Japão. Ambos saíram do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e geraram US$ 2,58 mil (R$ 10,73 mil).

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    Pára-raios

    No primeiro semestre deste ano, foram exportados 37.194 pára-raios para proteção de linhas de transmissão de eletricidade, movimentando US$ 1,09 milhão (R$ 4,54 milhões). O maior comprador foi o Paraguai (21,25%), seguido de Bolívia (19,18%) e Argentina (15,13%).

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    Robôs

    O Brasil exportou 8.317 robôs industriais no primeiro semestre deste ano, o que gerou US$ 340,93 mil (R$ 1,42 milhão). Os principais compradores do Brasil no período foram Argentina (35%), Equador (23%) e Coreia do Sul (15%). Esses equipamentos, no entanto, não têm nada a ver com os dos filmes de ficção científica, que quase parecem humanos. Os robôs industriais, segundo a Robotic Industries Association (RIA), são máquinas "projetadas para movimentar materiais através de diversos movimentos programados".

  • Pixabay

    Aceleradores de partículas

    Foram exportados 1.258 equipamentos aceleradores de partículas no primeiro semestre deste ano, movimentando US$ 34 mil (R$ 141,5 mil). Segundo o engenheiro elétrico do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen) Samir Somessari, esses aceleradores são bem diferentes do famoso LHC (Large Hadron Collider), maior acelerador de partículas do mundo. "Enquanto o LHC é usado para pesquisas com as partículas que compõem os átomos, os aceleradores daqui são utilizados, por exemplo, na medicina nuclear (exame por imagens) e na engenharia eletrônica", disse.

  • Pixabay

    Montanha-russa

    O Brasil já exportou uma montanha-russa inteira. O fato aconteceu em dezembro de 2016. O equipamento, com peso de 585 mil quilos e percurso superior a 300 metros, foi transportado em um navio para a Malásia, no sudeste asiático. O estado brasileiro de origem não foi declarado na hora da exportação. O brinquedinho custou US$ 3,3 milhões (R$ 13,73 milhões).

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    Paraquedas

    1.711 é o número de paraquedas, paraquedas dirigíveis e parapentes exportados pelo Brasil entre janeiro e junho deste ano. O valor gerado com as vendas chegou a US$ 607,3 mil (R$ 2,53 milhões), montante 63,50% menor do que o registrado no primeiro semestre de 2017. O país que mais comprou foi a Alemanha (63,56%), seguida de Estados Unidos (12,52%) e Bélgica (6,52%).

  • Gustavo Maia/UOL

    Taxímetros

    No primeiro semestre de 2018, o Brasil exportou 6.748 taxímetros e totalizadores de caminho percorrido, movimentando US$ 451,6 mil (R$ 1,88 milhão) no período, montante 21,88% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. O maior comprador foi Alemanha, destino de mais da metade dos produtos (53%), seguida de Estados Unidos (13%), Chile (8%) e França (7%).

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