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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Juros subirão quanto nos EUA este mês? Veja o que dizem membros do BC

Rafael Bevilacqua

18/07/2022 09h37Atualizada em 18/07/2022 11h26

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Após a inflação ter avançado 1,3% em junho deste ano nos Estados Unidos, acumulando alta de 9,1% nos últimos 12 meses, o mercado começou a especular qual seria a resposta do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) na reunião de política monetária deste mês.

Na ata da última reunião, os membros afirmaram estar comprometidos com a perseguição à estabilidade de preços, mesmo que às custas de uma recessão, o que fez com que crescessem as apostas em uma elevação de 1 ponto percentual nos juros no encontro deste mês.

Contudo, os presidentes das divisões do Fed de St. Louis, James Bullard, e Atlanta, Raphael Bostic, sinalizaram que a instituição deve elevar novamente a taxa em 0,75 ponto percentual, para o patamar entre 2,25% e 2,50% ao ano.

O mercado reagiu positivamente ao tom mais cauteloso adotado pelos funcionários do Fed, e os principais índices de ações dos EUA fecharam em alta na última sexta-feira (15).

Entretanto, mesmo com uma elevação mais lenta dos juros, a recessão parece inevitável na maior economia do planeta, uma vez que a inflação não dá sinais de arrefecimento, e o Fed deve seguir elevando os juros em terreno contracionista ao longo dos próximos meses.

Sendo assim, apesar do alívio de curtíssimo prazo trazido pelas falas de Bullard e Bostic, a perspectiva para as Bolsas de Valores dos EUA ainda é de alta volatilidade ao longo dos próximos meses.

Enquanto a inflação permanecer muito acima da meta, sem dar sinais de recuo, é difícil prever até onde se estenderá a atual alta dos juros, e o risco de recessão seguirá no radar dos investidores.

Para quem pensa em investir em ações ou fundos de índice (ETFs) dos EUA, o momento atual requer cautela e pulso firme, uma vez que ainda há espaço para fortes perdas no curto e no médio prazo.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre os resultados da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, no segundo trimestre deste ano.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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