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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Economia global ruim puxa queda de 31% no lucro da maior gestora do mundo

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Rafael Bevilacqua

18/07/2022 09h23

A BlackRock (Nyse: BLK), empresa com sede em Nova York que ocupa o posto de maior gestora de ativos do mundo, divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2022 na última sexta-feira (15), com números mais fracos do que o esperado.

Confira a seguir o comentário de Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

O cenário econômico global conturbado tem contribuído para uma derrocada das principais Bolsas de Valores do planeta, reduzindo as receitas das gestoras com comissões e fomentando um movimento de resgates de investimentos em renda variável por parte dos investidores pessoa física.

Nesse contexto, o lucro ajustado da BlackRock caiu 31%, para US$ 1,1 bilhão, ou US$ 7,36 por ação, no segundo trimestre deste ano, ante resultado positivo de US$ 1,6 bilhão registrado um ano antes, o equivalente a US$ 10,45 por ação. O mercado projetava um lucro por ação de US$ 7,60.

A receita da gestora caiu 6% no trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 4,5 bilhões.

Os ativos sob gestão da companhia também apresentaram um forte recuo em termos de valor, caindo de US$ 10 trilhões no quarto trimestre de 2021 para US$ 8,4 trilhões no segundo trimestre.

As notícias são negativas para as ações da companhia e para outras empresas do setor, e a perspectiva é de que os resultados sigam mais fracos no curto prazo. Com os juros em alta nos Estados Unidos, desaceleração da atividade econômica na China e perspectiva de recessão global, os investidores tendem a adotar uma postura mais cautelosa e avessa ao risco, o que prejudica empresas do ramo de gestão de ativos.

Pensando no médio e no longo prazos, contudo, é evidente que a BlackRock possui plenas condições para resistir à crise atual, assim como já resistiu a tantas outras.

As ações da BlackRock fecharam em alta de 1,99% na sexta-feira, cotadas a US$ 600,37.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.