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Sente medo de investir? Você não está só, e há formas práticas de superar

Exclusivo para assinantes UOL

Mitchel Diniz

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/07/2021 04h00

Se você tem medo de investir, saiba que não está só. Oito em cada dez brasileiros ainda guardam dinheiro na poupança e temem se arriscar em aplicações menos conservadoras. Há menos de 30 anos, era impossível pensar em investir, por causa do descontrole inflacionário que acabava diariamente com o poder de compra das pessoas.

A realidade atual é bem diferente, e se apegar aos argumentos do passado não é mais uma desculpa para deixar de investir. Segundo Bea Aguillar, analista de renda variável, a falta de educação financeira ainda trava o brasileiro. "Acaba levando para a poupança e não para outras modalidades de investimento", disse ela durante o encontro Guia do Investidor UOL, série de eventos gratuitos e quinzenais do UOL Economia+, para quem quer aprender a cuidar do próprio dinheiro.

Quem não busca informação continua acreditando em mitos como aquele de que a Bolsa é um cassino. "Muita gente difama o mercado porque se deu mal, mas na verdade nem sabia o que estava fazendo", afirmou Júlia Mendonça, planejadora financeira, durante o evento. Veja abaixo as recomendações das especialistas para não ter medo de investir.

Comece investindo aos poucos

Enquanto alguns não saem da poupança, outros investem sem entender onde está colocando o dinheiro, esperando retornos altos, e acabam se dando mal. "Em vez de começar na renda fixa, vão direto para as ações, que é o máximo de risco. Essas pessoas nem sabem onde estão investindo", disse Júlia.

Para Bea Aguillar, o brasileiro ainda é muito refém dos bancos porque se sente confortável nesse ambiente. A amizade com o gerente, que oferece produtos pouco rentáveis, acaba passando uma sensação de segurança que o investidor acha que não vai encontrar em uma corretora. "E olha que tem corretoras que funcionam de um jeito parecido com bancos, mas entregam um leque muito maior de investimentos do que um simples CDB", afirmou Bea.

Busque informação com quem entende do assunto

O "economês" sempre foi uma barreira para que os leigos procurassem se informar sobre investimentos. Mas com a internet, o acesso se tornou mais amplo e a linguagem dos conteúdos ficou bem menos complicada. Júlia Mendonça se especializou em planejamento financeiro por causa de uma dívida de R$ 80 mil que fez na adolescência. Bea é uma das poucas mulheres que falam sobre ações em seu canal no YouTube.

"Quando comecei a estudar Bolsa, tinha um monte de nomes e siglas em inglês. Hoje o conteúdo tem que ter uma linguagem descomplicada para que as pessoas olhem para os investimentos com bem menos medo do que elas tinham antigamente", afirmou Bea.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.