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ETFs e BDRs são boas opções para investir no exterior; veja como funcionam

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/12/2021 04h00

Investir no exterior é uma boa maneira de proteger o patrimônio das volatilidades do mercado brasileiro. Entre as opções, estão os ETFs (Exchange Traded Fund) e as BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Mas o que são? Como funcionam? O que entender antes de fazer um aporte nesses papéis?

Esse foi o tema do Guia do Investidor UOL, série de eventos quinzenais e gratuitos do UOL Investimentos para quem quer aprender a cuidar do próprio dinheiro de forma saudável. Participaram da conversa Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, e Felipe Vella, analista técnico da Ativa Investimentos. Leia e assista a seguir.

O que é um ETF? Como investir?

Os ETFs são fundos de investimentos negociados no mercado atrelados aos índices das Bolsas de Valores, como o Ibovespa. "O investidor pode abrir o home broker da sua corretora e colocar recurso em um fundo, que pode ser gerido de maneira ativa ou passiva", afirmou Vella, da Ativa Investimentos.

Na gestão ativa, o responsável pelo fundo segue a estratégia de buscar companhias para ter maior rentabilidade, não estando limitado apenas à composição do índice. Já na passiva, o gestor segue aquele índice de forma mais similar.

Vella diz que essa é uma alternativa bastante interessante, principalmente para quem está dando os primeiros passos no mundo dos investimentos.

"É muito complicado ter essa noção do que é e como fazer os estudos de empresas de outros países. Uma maneira fácil e barata de diversificar em Bolsas estrangeiras seria a partir de ETFs", afirmou.

Dessa maneira, caso o investidor queira investir no mercado chinês, ele pode comprar cotas de XINA11 por menos de R$ 10, por exemplo. "Você consegue se expor a diversos setores, países e mercados diferentes direto da sua plataforma", declarou Vella.

Quais cuidados são necessários para investir em ETFs?

Vella explica que os ETFs podem ter problemas de liquidez, ou seja, de indisponibilidade do dinheiro no exato momento em que o investidor precisar daquele recurso. "Primeiro, antes de o investidor comprar alguma coisa, vale fazer um estudo mais aprofundado do ativo", disse.

Segundo o analista técnico da Ativa Investimentos, os ETFs mais negociados são aqueles dos mercados americano e chinês. No entanto, é preciso observar cada um dos índices com cuidado.

"No final das contas, é olhar para os ativos e ver se fazem sentido para a sua carteira", afirmou.

Ele afirma que, ao investir em ETFs no exterior, além de contar com milhares de opções (na B3 são apenas 56), o investidor ainda tem acesso a outros setores específicos, como cannabis, games e 5G.

E os BDRs, como funcionam?

Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, diz que, ao comprar um BDR de uma empresa no exterior, o investidor não obtém uma ação, mas um título que representa esse papel.

"A principal vantagem é a acessibilidade. Se você já negocia ações, é possível negociar as BDRs na mesma conta da corretora, movimentada em reais, e ter essa alternativa para investir nesses papéis", explicou ela.

Um ponto favorável, segundo a analista, é justamente acessar setores de empresas que não estão na Bolsa brasileira —assim como nos ETFs.

"As empresas que negociavam há alguns anos na B3 eram apenas os grandes bancos e companhias de commodities, que às vezes não estão na realidade das pessoas. Então, deixa até de ser atrativo", afirmou Pietra.

Dessa maneira, o público pode ter acesso a empresas de tecnologia ou da nova economia. "As pessoas não sabem o que a Vale faz, mas sabem exatamente o que a Amazon e a Apple fazem porque são empresas que estão no seu dia a dia", declarou.

Quais as desvantagens dos BDRs?

Mas Pietra entende que a operação é mais complexa. Isso porque o investidor precisa ter uma conta em uma corretora que dá acesso a empresas nos EUA e ainda fazer uma remessa de câmbio. Sem contar falar dos custos tributários —aspectos que podem elevar muito os gastos da operação.

Outro ponto de atenção é em relação à liquidez das BDRs. "Há papéis que não são muito negociados. Isso pode gerar um risco de o investidor entrar e ter dificuldade para sair ou ter uma perda grande na hora de formar o preço. Faz sentido olhar os BDRs que são mais negociados", disse ela.

Segundo a especialista da Clear Corretora, pode ser interessante olhar para empresas como Tesla, Mercado Livre, Apple e Amazon.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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