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Gestão ativa ou passiva de um fundo? Saiba como isso impacta seu dinheiro

Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/01/2022 04h00

Os fundos de ações são uma boa alternativa para apostar em mais empresas com pouco dinheiro. Os gestores dos fundos é que definem onde investir. De forma geral, há duas classificações de fundos: a gestão passiva e a ativa.

Na gestão passiva, o gestor vai comprar ações das principais empresas negociadas na Bolsa de Valores, como Vale e Petrobras. Na ativa, entram companhias com preços mais instáveis, mas que têm maior potencial de crescimento.

Essas diferenças foram explicadas por Phil Soares, analista chefe de ações da Órama Investimentos, e Marcelo Weber, fundador e CEO da Invexa Capital. Eles participaram do Guia do Investidor UOL, série de eventos quinzenais e gratuitos do UOL Investimentos para quem quer aprender a cuidar do próprio dinheiro de forma saudável. Entenda mais a seguir.

Verifique o desempenho do gestor

"Quando você investe em fundos com uma gestão passiva, existe uma clareza de que o investimento acontece nas empresas maiores e mais negociadas, o que traz certa segurança", afirmou Marcelo Weber, da Invexa Capital.

Por outro lado, o investidor deve estar atento ao trabalho executado por quem administra aquele fundo.

"Ao investir no fundo de gestão passiva que simplesmente replica o Ibovespa, você pode estar pagando por custos que não condizem com a atividade do gestor. É possível fazer isso diretamente", disse Weber.

Existem diferenças entre a gestão ativa e passiva?

Phil Soares, da Órama, diz que é importante compreender a segmentação do mercado brasileiro.

"É diferente do mercado americano, que possui o S&P500 [indicador das 500 maiores companhias listadas nos EUA], um índice que reflete a economia americana muito mais do que o Ibovespa reflete a economia brasileira", afirmou.

De acordo com Soares, um fundo que replica inteiramente o Ibovespa estará concentrado nas grandes empresas nacionais, uma vez que a Vale, Petrobras e os grandes bancos respondem por cerca de 30% da composição do índice.

Por isso, vale muito mais prestar atenção na diretriz do gestor, e um pouco menos no retorno em um período específico.

"A estratégia pode não ter ido bem naquele ano, mas ele pode entregar dinheiro em um prazo mais longo", disse o analista da Órama.

Há, também, fundos menos instáveis. "Algumas casas tendem a investir em empresas mais sólidas e consolidadas, e, analogamente, quando o mercado cai muito, essas empresas tendem a cair menos e ir melhor do que o índice", declarou Soares.

Subclassificações que o investidor deve observar

O chefe de ações da Órama Investimentos diz que outras classificações também são utilizadas no mercado. São exemplos os termos "long only" e "long biased".

O "long only" é quando determinado fundo tem sempre 100% do portfólio investido em ações. Por outro lado, o "long biased" é quando o gestor aumenta ou reduz a composição em carteira em razão de um momento de euforia ou retração do mercado.

Outro fator, no caso do "long biased", é que o gestor está sempre mudando e construindo a carteira. Isso deve ser considerado na hora de fazer o investimento.

Weber afirma que muitos fundos fazem a alocação dos recursos de maneira setorial, o que, para ele, não tem muito sentido.

"Se você olhar para o Brasil, o setor de papel e celulose [com a Suzano] ou de mineração [com a Vale] têm grandes players. No setor bancário, existem três ou quatro bancos. Então, essa análise fica um pouco distorcida", declarou Weber.

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