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Fundos permitem que você invista em mais ações na Bolsa com menos dinheiro

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

09/12/2021 04h00

Quando você investe na Bolsa, o ideal é não aplicar tudo nas ações de uma empresa só. Se ela for mal, todo o seu dinheiro fica sob risco. É muito melhor apostar em mais empresas. Mas isso exige mais dinheiro. Os fundos de ações são uma forma de diversificar sem exigir tanto capital.

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Diversificar as ações

O fundador e CEO da Invexa Capital, Marcelo Weber, que participou do evento, diz que os fundos são uma forma mais acessível de diversificar seus investimentos.

Com R$ 5.000 o investidor não consegue comprar um lote de cem ações da Vale, por exemplo. Atualmente as ações da empresa estão na casa dos R$ 75, e cem ações custariam R$ 7.500. Mais difícil ainda é variar as aplicações.

Com os fundos, é possível ter algumas opções com poucos recursos. "No mercado acionário, é muito importante não colocar todo o seu dinheiro em uma ação só porque você fica muito concentrado. A volatilidade dessa ação pode trazer muita volatilidade para toda a sua carteira", afirmou.

O analista chefe de ações da Órama Investimentos, Phil Soares, afirma que, além de ter mais opções nos fundos, o investidor se beneficia do conhecimento e expertise do gestor. "Os fundos têm um time de profissionais dedicados a escolher os melhores ativos para o desempenho da sua carteira", declarou.

Atenção às regras do fundo

Soares compara a compra de cotas de fundos de ações ao funcionamento de um condomínio, onde as pessoas têm seus espaços individuais, mas precisam seguir regras.

Por isso, é importante observar atentamente as regras do fundo, que estão disponíveis num documento chamado lâmina.

"O fundo nada mais é que um 'condomínio de dinheiro'. Toda vez que o investidor coloca dinheiro naquele fundo, ele passa a ser cotista e se expor a quaisquer ativos financeiros que o gestor tenha comprado para aquela carteira", explicou.

Soares esclarece que os gestores dos fundos precisam seguir algumas regras estipuladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como a que determina que pelo menos dois terços do portfólio de investimentos dos fundos sejam formados por ações.

"Não adianta nada eu comprar um fundo esperando uma coisa e acabar tendo meu dinheiro exposto a outros fatores. Por isso, o regulamento é um documento importante que todo cotista deveria ler", afirmou.

Especialistas para buscar lucro

Weber explica que, quando o investidor entrega seu patrimônio a um fundo, o gestor começa a traçar planos e desenvolver teses de investimentos para a compra de ações.

Em uma divisão simples, existem as gestões ativa e passiva de um fundo de ações. "A gestão passiva é aquela que vai tentar replicar um índice [como o Ibovespa, a Nasdaq ou o S&P500]. Ou pode ocorrer a compra de papéis com maior volume de negociação e valor de mercado da Bolsa", explicou Weber.

Um exemplo é o investimento em ações de grandes bancos, como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander, além de Vale e Petrobras. Ou seja, a aposta é em companhias mais sólidas, que sofrem um nível de oscilação menor em uma eventual crise.

A gestão ativa trabalha com uma composição de empresas que não necessariamente estão na média da composição do Ibovespa. Podem estar com valor baixo e ter potencialmente de crescimento, dando lucro a quem comprou barato.

"É o que a gente chama de análise fundamentalista das ações, em que se escolhe não necessariamente a média das empresas, mas algumas empresas que talvez tenham um potencial de ganho maior a longo prazo", disse o CEO da Invexa Capital.

É dessa maneira que os gestores conseguem se diferenciar, com um olhar mais clínico e direcionado para ações que, individualmente, seriam difíceis de serem observadas por investidores.

"Eles dedicam o seu tempo para buscar empresas que não estão no radar e com potencial em termos de retorno", afirmou Weber.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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