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Você tem medo da Bolsa? Derrubamos 3 mitos que ainda assustam investidores

Exclusivo para assinantes UOL

Do UOL, em São Paulo

13/07/2021 04h00

Falta de conhecimento e histórias de pessoas que perderam dinheiro investindo são alguns obstáculos entre o brasileiro e a Bolsa. Mas será que o mercado acionário é mesmo um bicho de sete cabeças ou é o investidor que ainda resiste em saber mais sobre a renda variável, mesmo tendo mais informação disponível sobre o assunto?

"Com uma taxa de juros de dois dígitos por muitos anos, o brasileiro se acostumou a rentabilizar o próprio dinheiro com investimentos de baixo risco", afirmou Bea Aguillar, influenciadora e especialista em renda variável, durante o encontro Guia do Investidor UOL, série de eventos gratuitos e quinzenais do UOL Economia+ sobre investimentos. Conheça abaixo os mitos mais comuns sobre o mercado de ações para não cair neles.

Mito 1 - Preciso de muito dinheiro para investir na Bolsa

A ideia de que só dá para investir em ações com muito dinheiro é um mito antigo e no qual muita gente ainda acredita. "Muitas vezes dá para começar com apenas R$ 50. É importante começar tateando a Bolsa, com valores baixos", afirmou Bea Aguillar.

Independentemente de valores, é importante que o investidor saiba onde está aplicando o dinheiro. "Por trás de uma ação tem uma empresa, que tem funcionários, produz e gera lucros", disse a planejadora e influenciadora Júlia Mendonça, que também esteve no encontro.

"O movimento de educação financeira tem ajudado nesse entendimento. Em dois anos, passamos de 1 milhão de CPFs na Bolsa para 3 milhões. Mas ainda somos pequenos e temos muito a expandir", afirmou Bea Aguillar.

Mito 2 - Posso perder todo o meu dinheiro na Bolsa

Histórias de investimentos que não deram certo dão a impressão de que a Bolsa funciona como um cassino. O mercado de ações tem riscos, mas não é um jogo de azar. O erro mais comum é comprar ações pensando em ficar rico em pouco tempo.

"Algumas pessoas entram na Bolsa querendo conseguir dinheiro fácil e rápido, só que isso não existe. Quando a gente fala de ações, estamos falando de renda variável, então é preciso investir com consciência", afirmou Bea.

"O brasileiro procura dicas de investimento com pessoas que às vezes sabem menos que ele. E aí acaba seguindo a dica furada de um amigo, que colocou dinheiro em alguma coisa que não entendia", disse Júlia.

Por isso, antes de entrar na Bolsa, a recomendação é ter uma reserva de emergência em uma aplicação mais segura e diferenciar os "tipos de dinheiro" para cada investimento.

Mito 3 - A ação que eu comprei caiu, então devo sair da Bolsa

Abandonar a Bolsa só porque aquela ação que você comprou caiu é perder dinheiro na certa. Quem investe em renda variável precisa ter visão de longo prazo e entender que o mercado oscila. Ou seja, uma empresa que vai mal hoje pode se recuperar amanhã e voltar a gerar lucros.

"Quem olha para a Bolsa e vê todas aquelas oscilações fica se perguntando se vai perder dinheiro. A resposta é: depende. Depende do seu perfil de investidor, de como você vai investir. É uma jornada que vai se construindo aos poucos", disse Bea.

Júlia Mendonça costuma usar exemplos bem didáticos em seu canal no YouTube, com mais de 500 mil inscritos, para desmistificar investimentos. Em um deles, compara as ações da Bolsa com lojas de um shopping center.

"Imagine que cada ação da Bolsa é uma loja de um shopping. Já pensou se elas fechassem as portas toda vez que a ação caísse e abrissem novamente porque a ação subiu? Não é assim que funciona. O investidor precisa ter calma e não esquecer que aplicou em um negócio que visa lucro", afirmou Júlia.

Ela lembrou do ensinamento de um investidor famoso, o norte-americano Peter Lynch, e que pode ajudar muita gente a perder o medo de investir em ações. "Perder o medo da Bolsa é você entender que está comprando coisas do seu dia a dia", afirmou Júlia, durante o encontro.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.