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2022: Eleições devem aumentar o sobe e desce na Bolsa; saiba onde investir

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/12/2021 04h00

Com eleições presidenciais em 2022, analistas preveem muitos altos e baixos na Bolsa. Como aproveitar o momento para investir bem?

Para o head de Produtos da RJ Investimentos, Rodrigo Alves, é inevitável que os investimentos no próximo ano passem pela renda fixa, como Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e fundos de investimentos. "A renda variável vai ficar um pouco mais arriscada e volátil, e menos interessante", diz.

Isso porque o Banco Central passou a elevar a taxa básica de juros para conter os reajustes dos preços, o que impacta diretamente nesse tipo de investimento. Entre janeiro e dezembro, a Selic saiu de 2% para 9,25% ao ano. E deve continuar subindo.

De acordo com Braulio Langer, analista de mercado da Toro Investimentos, apesar disso é sempre importante diversificar. "A renda fixa tende a ser mais favorável, mas a alocação exata em cada classe de ativo depende do perfil", afirma.

No mercado de ações, Langer entende que será mais vantajoso investir em empresas brasileiras do que em BDRs de ações estrangeiras, uma vez que o mercado internacional registrou forte alta nos últimos meses, e os papéis nacionais não acompanharam.

"Essa falta de correlação tende a diminuir no ano que vem à medida que o cenário eleitoral for clareando. Acredito que as empresas brasileiras vão ter melhor desempenho que as estrangeiras", diz. Por conta dos estímulos fiscais nas grandes economias, ele entende que o setor de siderurgia deve ser um dos grandes beneficiados.

Na avaliação de Bruce Barbosa, sócio fundador da casa de análises Nord Research, para aplicações de longo prazo, é sempre mais vantajoso investir em empresas na Bolsa de Valores.

"O Brasil está em um momento difícil, mas é mais um entre centenas que o país já vivenciou nas últimas décadas. Por isso, agora é procurar empresas que, mesmo com o cenário difícil, conseguem lidar com as adversidades", afirma.

Barbosa acrescenta que a estratégia também varia de acordo com o perfil de risco do investidor. "Se a pessoa não aguenta as ações subindo e caindo, o que nem sempre indica que a empresa esteja pior, não é o caso", afirma.

Mas se a opção for apostar em ações, PetroRio e Locamerica podem ser papéis interessantes. "Elas têm essa capacidade de geração de valor independente do cenário econômico, com juros e dólar mais altos", diz ele.

A atratividade da petroleira se dá pela compra de campos de petróleo da Petrobras e a possibilidade de exploração dessas áreas com custos muito mais baixos comparado aos grandes players, gerando dividendos mais elevados para os acionistas.

Por sua vez, a Unidas (Locamerica) tem gerado receitas a partir da venda de parte do estoque de carros em um momento de rara valorização dos veículos automotores.

No caso da locadora, um segundo aspecto é que as grandes empresas do setor têm vantagem para pagar menos pelos carros e captar recursos no mercado a um preço mais acessível. Um terceiro ponto é que a preferência pelo aluguel de carros vem ganhando espaço entre os consumidores.

Já Rodrigo Alves, da RJ Investimentos, diz que, além dos grandes bancos e seguradoras, são consideradas opções mais defensivas as apostas em empresas de energia elétrica e saneamento, que geram caixa independente da situação econômica do país.

Aqui, entram como ações para prestar atenção a Taesa, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel). "Essas empresas têm contratos de longo prazo, que são corrigidos pela inflação", afirma.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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