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Ação do Magalu sobe 9%: mudou alguma coisa?

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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/06/2022 13h47

As ações do Magazine Luíza (MGLU3) estão hoje (23) entre as maiores altas do dia, com uma elevação de 9,02%, sendo negociadas a R$ 2,66 por volta das 13h10. Com uma queda acumulada no ano de 60% no valor dos ativos, essa alta significa que algo mudou?

"Não", diz o analista-chefe do PagBank, Marcio Loréga. "O que está acontecendo é um movimento de 'pullback'", diz ele. Quando uma ação desvaloriza demais, os investidores acabam fazendo o movimento contrário ao do mercado, o "pullback", e compram a ação que vem se desvalorizando para aproveitar barganhas. Mas isso quer dizer que daqui para frente a ação pode valorizar? Veja análise abaixo, em material exclusivo para assinantes.

"As últimas informações dadas pelo Banco Central são de que a política de alta de juros vai continuar e que ela não deve se alterar pelo menos até 2024. Então não tem nada no horizonte que possa reverter esse cenário para Magalu", diz o analista.

No Magazine Luíza, segundo dados da empresa, do total de vendas da empresa no primeiro trimestre deste ano, 73% foram feitas a crédito. Por isso o desempenho da ação da varejista é tão interligado com a alta dos juros: quanto maior a taxa, menores as vendas.

Em agosto de 2020, o cenário era o oposto. A taxa caiu para 2%, as vendas engrenaram e naquela no os papéis da empresa valorizaram 109,6% e a ação chegou a custar R$ 28,24 cada.

E o que fazer com as ações?

"Apesar de acreditarmos que ainda há bastante espaço para a companhia crescer, enxergamos um cenário de curto-médio prazo desafiador", diz a XP, em documento para investidores. A recomendação da corretora é neutra: não compre, nem venda. A deterioração macroeconômica, que tende a reduzir a renda disponível, impactando a demanda por bens duráveis, ainda deve impactar muito o Magalu, diz a XP.

Mas a Mirae Asset acredita numa recuperação e que a ação volte a custar R$ 8,19 em 12 meses.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.