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Azul, Yduqs e Gol são as ações que mais subiram no semestre; veja lista

Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/07/2023 04h00

As "small caps" - ações de empresas com grande potencial de crescimento no futuro - são a grande estrela do semestre. Elas puxaram a alta do Ibovespa nos primeiros seis meses do ano.

O Ibovespa, índice mais importante da Bolsa de Valores brasileira, subiu 7,61% de 3 de janeiro a 30 de maio, de acordo com o TradeMap. Já o índice de Small Caps da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, ficou em 13,24% no semestre.

A maior elevação foi a da companhia aérea Azul (AZUL4). Ela quase dobrou de valor, alcançando valorização de 98,55%.

Já entre as ações que mais caíram, Alpargatas está em primeiro lugar, seguida da Méliuz. O levantamento considera apenas as ações do Ibovespa, índice que reúne as 86 empresas mais negociadas da Bolsa.

Confira quais ações mais subiram no primeiro semestre:

  1. Azul (AZUL4) 98,55%
  2. Yduqs (YDUQ3) 94,89%
  3. Gol (GOLL4) 79,43%
  4. IRB Brasil (IRBR3) 68,80%
  5. Cyrela (CYRE3) 59,37%
  6. Cogna (COGN3) 53,77%
  7. MRV (MRVE3) 52,24%
  8. Ultrapar (UGPA3) 50,90%
  9. Banco do Brasil (BBAS3) 50,05%
  10. Aliansce Sonae (ALSO3) 49,07%

Veja quais ações mais caíram no semestre:

  1. Alpargatas (ALPA4) -38,33%
  2. Méliuz (CASH3) -33,81%
  3. Assaí (ASAI3) -29,09%
  4. Vale (VALE3) -26,16%
  5. Carrefour (CRFB3) -23,24%
  6. CVC Brasil (CVCB3) -21,83%
  7. Bradespar (BRAP4) -21,31%
  8. 3R Petroleum (RRRP3) -19,68%
  9. Marfrig (MRFG3) -16,44%
  10. JBS (JBSS3) -16,13%

Fonte: Economatica, de 3 de janeiro a 30 de junho

Por que as small caps subiram tanto?

Dentre as dez maiores altas do Ibovespa, somente duas ações não são small caps: Ultrapar (UGPA3) e Banco do Brasil (BBAS3).

A resposta está nos juros - ou melhor, na expectativa que eles caiam. As small caps dependem de dinheiro emprestado para financiar seu crescimento. Por isso, quando os juros estão em alta, sua ações caem muito. Como - desde março - o mercado vem antecipando que haverá queda na taxa Selic no segundo semestre, os investidores voltaram a apostar nesses papéis.

Essas são ações que caíram muito de preço na pandemia, principalmente as aéreas Gol e Azul.
João Piccioni, analista da Empiricus Research

Olhando por setor, os destaques do semestre - além das aéreas, são as empresas de construção e de educação. Os dois segmentos também são beneficiados pela expectativa de juros baixos.

As empresas de educação sofreram muito com a pandemia. Enfrentaram paralisações das aulas e viram o ensino presencial migrar para o à distância, que é bem mais barato, representando queda de faturamento. Endividadas, elas passaram a sofrer também com a Selic alta. Além da expectativa de juros mais baixos, a retomada pelo governo federal de programas como o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) também ajudou.

As novas regras do Minha Casa, Minha Vida também ajudaram as construtoras. Aliansce Sonae entrou para o grupo das "top 10" depois que fez a combinação de negócios com a brMalls (BRML3 - encerrada em 6 de janeiro), no começo do ano. O negocio resultou na maior operadora de shopping centers do Brasil, com participação em 53 empreendimentos.

Banco do Brasil e Petrobras tiveram um bom desempenho operacional no semestre, segundo Piccioni. Petrobras (PTRE3 e PETR4) não entrou no ranking das 10 maiores altas: ficou em 11° lugar no ranking, com 44,23% de valorização.

O que explica as maiores quedas?

As ações que tiveram piores desempenhos estão relacionadas com a economia da China. São principalmente ações exportadoras de minério e produtos básicos para o país asiático. A retomada da economia chinesa, segundo Rafael Schmidt, operador de renda variável da One Investimentos, beneficiou mais as empresas domesticas do país oriental que as exportadoras, como Vale.

As empresa de carne (JBS, Marfrig) sofreram com o ciclo do boi. É a flutuação dos preços do gado e da carne, com fases de baixa e de alta que se repetem de tempos em tempos. Agora é tempo de baixa.

A dona das sandálias Havaianas aumentou os preços, vendeu menos e vive uma montanha russa na Bolsa e em suas operações. . O custo dos produtos vendidos apresentou alta.

Os juros também ajudaram a piorar sua situação da Alpargatas, que está endividada. Ela comprou 49% da americana Rothy's no final de 2021. A dívida líquida da empresa, que no primeiro trimestre de 2022 era de R$ 118,5 milhões, pulou para R$ 1,38 bilhão. E o presidente executivo Roberto Funari renunciou ao cargo que ocupava há quatro anoos no final de abril. O cargo foi assumido interinamente por Luiz Fernando Ziegler, escolhido pelo conselho de administração.

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