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Em Detroit, indústria automotiva alemã defende livre-comércio

Detroit, Estados Unidos, 9 Jan 2017 (AFP) - A indústria automotiva alemã defendeu o livre-comércio na América do Norte, assim como entre Estados Unidos e Europa, durante a inauguração do Salão de Automóveis de Detroit, nesta segunda-feira (9).

A declaração vem em um momento de embate do setor com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, o qual ameaçou impor tarifas à importação de automóveis no país, principalmente no caso dos fabricados no México.

Em entrevista coletiva no início da feira, o diretor da federação alemã VDA, Matthias Wissmann, ressaltou que, desde 2009, suas companhias afiliadas quadruplicaram sua produção nos Estados Unidos, com 850 mil veículos manufaturados em 2016. Entre as montadoras afiliadas, estão BMW, Volkswagen e Daimler.

"É um claro compromisso com os Estados Unidos como base industrial", disse Wissmann, que reiterou a postura favorável da VDA em relação ao livre-comércio.

"Para nós, é particularmente importante (...) o valor que Washington dará à globalização", acrescentou, referindo-se ao Tratado de Livre-Comércio da América do Norte, que inclui México, Canadá e Estados Unidos.

"Certamente também seria inteligente não questionar a ausência de impostos às importações no Nafta", afirmou.

Os membros da VDA fabricaram 425.000 unidades no México em 2016, de acordo com Wissmann.

O executivo disse que apenas 41% da produção de automóveis alemães feitos nos Estados Unidos fica no país. O restante é exportado.

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