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Dívida bate recordes e ameaça a economia mundial, alerta o FMI

Washington, 18 Abr 2018 (AFP) - O endividamento atinge recordes, puxado pela China. e supera amplamente os níveis de 2009, pouco depois da quebra do banco Lehman Brothers, o que representa um risco para a economia mundial, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Não há espaço para a complacência", afirmou Vitor Gaspar, diretor de assuntos orçamentários do FMI, durante a apresentação do relatório "O Observatório Orçamentário", antes das reuniões semestrais do Fundo e do Banco Mundial.

De acordo com o documento, o conjunto da dívida atingiu 1,64 trilhão de dólares em 2016 e representa 225% do PIB mundial.

"O mundo se encontra 12% mais endividado que durante o recorde precedente, em 2009", lamenta o FMI, que atribui o aumento sobretudo a China, que representa 47% do crescimento da dívida desde 2007.

O endividamento deve prosseguir após a aprovação nos Estados Unidos de uma reforma fiscal que provocará um crescimento do déficit orçamentário em um trilhão de dólares nos próximos três anos, elevando a dívida do país a 116% do PIB até 2023.

Nos países desenvolvidos, a dívida está em 105% de seu PIB, o nível mais elevado desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e nos países emergentes alcança 50%, uma proporção inédita desde a crise da dívida dos anos 1980, que atingiu duramente as economias em desenvolvimento.

"A experiência demonstra que os governos com mais sucesso são aqueles que se preparam logo que surgem nuvens no horizonte", disse Gaspar, antes de pedir aos Estados que adotem medidas para evitar problemas em caso de crise.

"Um endividamento e déficit importantes reduzem as capacidades dos governos de responder com políticas orçamentárias que reforcem a economia em caso de recessão", destacou o FMI.

Os países emergentes poderiam ser as primeiras vítimas: "O endividamento se encontra em um nível muito elevado no mundo inteiro e geralmente a dívida acontece em dólares", recordou o economista chefe do FMI, Maurice Obstfeld, na terça-feira.

Nestas condições, caso os Estados Unidos aumentem de maneira mais rápida que o previsto as taxas de juros, os países emergentes sofreriam as consequências.

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