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Trump diz que negociações comerciais com a China 'estão indo bem'

31/01/2019 16h06

Washington, 31 Jan 2019 (AFP) - Negociadores americanos e chineses que estão se reunindo em Washington para tentar pacificar seus laços comerciais trabalham "duro" e Pequim quer chegar a um acordo, disse o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (31).

"As negociações estão indo bem, com boas intenções e bom humor de ambos os lados", disse Trump em uma série de tuítes, nos quais informou que se reunirá com os delegados chineses nesta quinta no Salão Oval.

"A China não quer um aumento de tarifas e sente que será muito melhor para ela chegar a um acordo. Eles têm razão", tuitou.

"Nenhum acordo final será concluído antes de meu amigo Xi (Jinping) e eu nos encontrarmos em breve para discutir e concordar com os pontos mais difíceis", acrescentou o presidente.

A imprensa americana especulou que a reunião poderia ocorrer após a cúpula marcada para o final de fevereiro entre o presidente dos Estados Unidos e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Trump disse que "todo mundo está trabalhando duro" para concluir o acordo antes do prazo de 1º de março, após o qual os Estados Unidos vão impor tarifas de 10% a 25% sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses avaliados.

O presidente se reunirá na quinta-feira com o vice-primeiro-ministro, Liu He, que chefia a delegação chinesa.

Liu afirmou que a China não deseja aumentar as tarifas aduaneiras quando sua economia está desacelerando e indicou que todas as disputas comerciais estão na mesa de negociações.

O negociador chefe chinês é um influente assessor econômico do presidente Xi Jinping, formado pela universidade de Harvard, que já tinha encabeçado a delegação chinesa no ano passado em uma negociação na qual Pequim se mostrou inflexível.

Mas, desde então, a conjuntura mudou. A China não deseja pagar tarifas mais altas quando sua economia se desacelera. A segunda maior economia do mundo fechou 2018 com o ritmo de crescimento mais fraco em 29 anos, de 6,6%.

Cerca de 440 empresas chinesas anunciaram ter reduzido suas previsões de lucros para o exercício anual, concluído em dezembro.

Todos os setores foram afetados, desde produtores de carne até o setor aéreo, passando pelas companhias financeiras e químicas.

- Questão tecnológica -A disputa entre as duas grandes potências é uma fonte de medo em todo o mundo, numa época em que a economia global está desacelerando e o mercado americano deve mostrar sinais de fadiga.

Parte das negociações excede o escopo das tarifas. Washington quer acabar com práticas comerciais que considera "injustas", como a transferência de tecnologia imposta a empresas estrangeiras na China, o roubo de propriedade intelectual americana e os grandes subsídios concedidos a empresas estatais chinesas.

Embora a China tenha mostrado uma propensão a fazer concessões para abrir seu mercado, especificamente para produtos agrícolas americanos, parece menos disposta a fazer mudanças estruturais.

As negociações poderiam ser prejudicadas pela tensão sobre o caso da Huawei. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou, na segunda-feira, a empresa chinesa Huawei e sua diretora financeira, Meng Wanzhou, de violar as sanções americanas ao Irã e de roubo de tecnologia.

Por enquanto, Washington afirma que esta questão não tem nada a ver com as negociações comerciais, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse na terça-feira que "são questões diferentes com tratamentos diferentes".

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