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Legisladores democratas exigirão entrega de documentos para investigar Trump

03/03/2019 19h03

Washington, 3 Mar 2019 (AFP) - Os legisladores dos Estados Unidos exigirão que o filho mais velho de Donald Trump e um colaborador do presidente em seu negócio enfrentem a entrega de documentos no âmbito de suas investigações sobre o presidente, disse um congressista democrata neste domingo (3).

O presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, Jerry Nadler, disse à ABC no domingo que Donald Trump Jr. e Allen Weisselberg, diretor financeiro da Organização Trump, fazem parte dos cerca de 60 indivíduos e entidades que receberão esse mandado na segunda-feira.

As investigações visam "apresentar o caso perante o povo americano em relação à obstrução da justiça, corrupção e abuso de poder" do qual o presidente é acusado, disse o legislador de Nova York na Câmara baixa do Congresso.

"É muito claro que o presidente obstruiu a justiça", estimou Nadler, com base nas repetidas acusações de "caça às bruxas" lançadas por Trump contra o promotor especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio entre a campanha do magnata republicano e a Rússia nas eleições de 2016.

Também provaria essa obstrução, disse o deputado, a demissão do diretor do FBI James Comey em maio de 2017, ligada, pelo menos em parte, ao caso russo.

O presidente, por sua vez, foi descrito de maneira muito desagradável nesta semana por seu ex-advogado Michael Cohen, que o acusou no Congresso de ser um "vigarista" que mantém ligações suspeitas com Moscou.

Durante seu depoimento, Cohen citou numerosos casos em que Trump se saiu mal, como um projeto imobiliário em Moscou, a compra do silêncio de ex-amantes e o conhecimento prévio que o magnata teria de revelações do WikiLeaks sobre sua adversária em 2016, Hillary Clinton.

"Sou um homem inocente, perseguido por algumas pessoas muito más (...) e corruptas em uma caça às bruxas que é ilegal e jamais deveria ter sido autorizada", tuitou neste domingo Trump, que chamou seu ex-advogado de "mentiroso".

Apesar dessa avalanche de confissões, os democratas parecem relutantes em jogar, por enquanto, a carta do processo de destituição do presidente ou "impeachment".

"O caminho para o 'impeachment' ainda é longo", disse Jerry Nadler.