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Boeing: Aviação comercial global só deve se recuperar plenamente em 2024

Boeing manteve projeção de crescimento do setor para os próximos 20 anos, em uma taxa de 4% ao ano - OKER/Hady Khandani/ullstein bild via Getty Images
Boeing manteve projeção de crescimento do setor para os próximos 20 anos, em uma taxa de 4% ao ano Imagem: OKER/Hady Khandani/ullstein bild via Getty Images

Em Nova York (EUA)

14/09/2021 12h48Atualizada em 14/09/2021 18h46

A Boeing anunciou hoje que o mercado da aviação comercial deve ter uma recuperação completa até 2024 da queda provocada pela pandemia do novo coronavírus, ao mesmo tempo que elevou os prognósticos para a próxima década.

O grupo americano projeta um volume de mercado de US$ 9 trilhões (R$ 47 trilhões) para a próxima década, elevando a estimativa anterior de US$ 8,5 trilhões (R$ 44,4 trilhões), segundo o relatório anual da empresa.

"Enquanto nossa indústria se recupera, ela continua a se adaptando para atender às novas necessidades mundiais. Seguimos confiantes no crescimento a longo prazo da indústria aeroespacial", disse Marc Allen, diretor de estratégia da Boeing.

"Nos estimula que os cientistas tenham entregue vacinas de maneira mais rápida que o imaginado e que os passageiros demonstrem grande confiança nas viagens aéreas", completou.

Na comparação com o relatório anterior, a Boeing espera agora para a próxima década um aumento das ordens de compra e de serviços de aviação. Mas espera o mesmo nível de demanda nos setores de defesa e espaço como na previsão anterior.

"Perdemos quase dois anos de crescimento", disse Darren Hulst, vice-presidente da Boeing. "Mas projetamos uma recuperação aos níveis pré-vírus no fim de 2023 ou começo de 2024", completou.

Em uma análise ainda mais longa, a Boeing afirma que a perspectiva de crescimento a 20 anos "permanece intacta", com uma taxa média de 4% ao ano, que supera os 2,7% de crescimento econômico global esperado para o período.

Até o momento, os voos domésticos se recuperaram de maneira mais rápida que os internacionais, o que reflete as diferentes restrições às viagens impostas pela pandemia no mundo.

Quase 84% das viagens domésticas retornaram em julho aos níveis de 2019, contra apenas 25% das viagens internacionais, afirma a Boeing.

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