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Polícia chinesa prende mais de 200 após escândalo bancário que congelou fundos

Shutterstock
Imagem: Shutterstock

30/08/2022 08h34

A polícia chinesa prendeu mais de 200 pessoas vinculadas a um dos maiores escândalos bancários do país, que provocou raros protestos em larga escala.

Em abril, após serem acusados de má gestão pelas autoridades regulatórias, quatro bancos da província de Henan (centro) suspenderam o saque de dinheiro e congelaram os fundos de centenas de milhares de clientes, provocando protestos que algumas vezes terminaram em violência.

A polícia afirmou na segunda-feira que prendeu 234 pessoas vinculadas ao escândalo e que estava fazendo "progressos significativos" para recuperar o dinheiro roubado.

"Um grupo criminoso (...) controlava ilegalmente quatro bancos municipais (...) e é suspeito de ter cometido uma série de graves crimes", disse na segunda-feira a polícia da cidade de Xuchang, em comunicado.

O setor bancário rural da China foi duramente impactado pelas medidas financeiras tomadas por Pequim para conter a crise imobiliária e a crescente dívida do setor, que repercutiram em toda a economia nacional.

Os reguladores ofereceram gradualmente reembolsos aos clientes desde meados de abril.

Na segunda-feira, a agência reguladora bancária e de seguros de Henan prometeu devolver o dinheiro a partir desta semana a todos que tinham entre 400.000 e 500.000 yuanes (57.900 e 72.300 dólares) depositados.

Os clientes com quantias menores já receberam seu dinheiro.

A magnitude da fraude, aparentemente estabelecida por mais de uma década, provocou um golpe sem precedentes na confiança pública no sistema financeiro da China, disseram analistas.

Um grande protesto de clientes afetados em 10 de julho na capital da província de Zhengzhou foi violentamente encerrado pela polícia, que espancou e forçou manifestantes a entrar em ônibus, de acordo com relatos de testemunhas ouvidas pela AFP e imagens verificadas publicadas nas redes sociais.