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Em pesquisa, 5 a cada 10 indústrias do Brasil não possuem setor de inovação

6 em cada 10 indústrias de médio e grande porte entrevistadas não possuem verba reservada para inovação - iStock
6 em cada 10 indústrias de médio e grande porte entrevistadas não possuem verba reservada para inovação Imagem: iStock

19/10/2021 07h54Atualizada em 19/10/2021 08h01

51% das indústrias brasileiras não possuem setor específico voltado para a renovação, aponta pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada hoje.

Os dados apontam, ainda, que 63% das empresas pesquisadas não têm orçamento reservado para inovação e 65% não dispõem de profissionais exclusivamente dedicados a mudanças.

Ainda assim, de acordo com a pesquisa, a pandemia do novo coronavírus levou grandes e médias indústrias a investir em processos de inovação para aumentar a competitividade.

De acordo com o estudo, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, oito em cada dez indústrias inovaram e viram crescer a produtividade e os resultados financeiros.

O levantamento teve por objetivo mapear a percepção de executivos de empresas no Brasil sobre o atual cenário de inovação dentro e fora das principais companhias em atividade no país.

Foram entrevistados executivos de 500 indústrias durante o mês de setembro, e a amostragem foi controlada por porte das empresas (médias e grandes) e setor de atividade.

Do total de empresas industriais de médio e grande porte, 88% promoveram alguma inovação durante a pandemia de covid-19, como forma de buscar soluções para a crise imposta pelo contexto sanitário.

"Dentre o total de empresas ouvidas, 80% registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações", disse a CNI.

"Outras 5% tiveram dois desses ganhos e 2%, um ganho. Apenas 1% das indústrias brasileiras inovou e não viu nenhum incremento em seus resultados. Os dados mostram que somente 13% dos executivos entrevistados disseram que suas empresas não inovaram durante a pandemia", prosseguiu.

Dificuldades

De acordo com a pesquisa, as principais causas para dificuldade em mudar durante a pandemia são acessar recursos financeiros de fontes externas (19%), a instabilidade do cenário externo (8%), a contratação de profissionais (7%), falta de mão de obra qualificada (8%) e o orçamento da empresa (6%).

Os dados mostram, ainda, que a pandemia trouxe alterações na produção das empresas, com:

  • 67% dos entrevistados afirmando que a covid-19 evidenciou alterações na relação com os trabalhadores;
  • 60% disseram que tiveram alterações nas vendas;
  • 59% nas relações com clientes;
  • 58% na gestão;
  • 53% nas linhas de produção;
  • 51% na utilização de tecnologias digitais;
  • e 44% na logística.

Segundo a CNI, entre os entrevistados, 79% responderam que foram prejudicadas com a pandemia, com destaque para a região Nordeste, que concentrou 93% das respostas positivas.

E 58% das indústrias disseram que a cadeia de fornecedores foi a mais prejudicada, seguida de vendas (40%) e linhas de produção (23%).

Ao mesmo tempo, 20% dos executivos disseram que foram pouco ou nada prejudicados pela pandemia. No total, 55% das empresas afirmaram que tiveram aumento no faturamento bruto.

A pesquisa mostrou, ainda, que, para os próximos três anos, as empresas consideram como prioridades:

  • ampliar o volume de vendas (49%);
  • produzir com menos custos (49%);
  • produzir com mais eficiência (41%);
  • ampliar a produção (34%);
  • e fabricar novos produtos (27%).

Para isso, entre os setores que as indústrias consideram mais importante inovar estão o de relação com o consumidor (36%), setor de processos (35%) e de produção (31%)

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