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FMI melhora previsão para o Brasil, mas aponta chance de 'nova agenda política' com eleições

Ricardo Senra - @ricksenra - Da BBC Brasil em Washington

Segundo relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira, em Davos (Suíça), o Brasil deve crescer 1,9% em 2018 e 2,1% em 2019 - as estimativas anteriores, divulgadas em outubro do ano passado, eram de 1,5% e 2%, respectivamente.

"Incertezas políticas aumentam riscos em reformas ou a possibilidade de mudanças em agendas políticas, inclusive no contexto das próximas eleições em vários países (como Brasil, Colômbia, Itália e México)", aponta a atualização do relatório World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Global), que traz previsões econômicas para mais de 180 países.

Apesar da melhora na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), creditada a uma "recuperação mais firme no Brasil" em 2017, o relatório aponta que o país deve ter crescimento bastante inferior ao do resto do mundo, estimado em 3,9% em 2018 e 2019.

O cenário é pior em comparação aos demais países em desenvolvimento, que deverão crescer 4,8% em 2018 e 5% em 2019.

Segundo o FMI, a economia brasileira terá crescimento igual ou menor que a média da América Latina e Caribe, estimada em 1,9% para 2018 e 2,6% em 2019.

A elevação das previsões para a economia brasileira em 2018 e 2019 pelo FMI é bem mais tímida que a da pesquisa Focus, do Banco Central, que ouve 100 instituições financeiras e consultorias semanalmente.

A média de estimativas coletadas pelo Focus aponta crescimento de 2,7% e 2,99% em 2018 e em 2019, respectivamente (0,8 ponto percentual maior que as previsões do FMI para os dois anos).

Reformas de Trump

O fundo aponta a reforma fiscal implementada pelo presidente americano Donald Trump como principal motor para o crescimento da economia global.

Segundo o FMI, os cortes de impostos devem aumentar os investimentos na economia norte-americana, com efeitos positivos em seus principais parceiros comerciais, como o México.

O fundo, entretanto, indica que o impacto positivo da reforma de Trump deve começar a enfraquecer a partir de 2022, quando os gastos resultantes da redução de impostos devem cair.

Em 2018, a estimativa de crescimento para a economia americana é de 2,7% (alta de 5 pontos percentuais em relação à última previsão) e 2,5% em 2019.

"As mudanças na política tributária dos EUA devem estimular a atividade economia, com o impacto de curto prazo nos EUA impulsionado especialmente pela resposta de investimentos aos cortes nos impostos sobre a receita corporativa", apontou o órgão.

A reforma fiscal dividiu economistas e a sociedade americana, já que muitos apontam que multinacionais e milionários seriam os principais beneficiados pelo corte de impostos nos EUA.

Os críticos à reforma argumentam que reduzir a taxação dos mais ricos não se traduz em mais postos de trabalho, mas em maior concentração de renda.

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