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Mercado em baixa do petróleo atrai aposta recorde em queda de preço

Mark Shenk

(Bloomberg) -- Hedge funds apostaram tudo na queda dos preços do petróleo, considerando que haverá fragilidade sazonal novamente neste ano.

Os gestores de recursos ampliaram as apostas na queda dos preços do petróleo para um nível recorde e os futuros atingiram o nível mais baixo em mais de três meses. Os estoques de petróleo dos EUA subiram pela segunda semana seguida e as importações atingiram o ritmo mais rápido desde 2012. O aumento da oferta se concretiza às vésperas da manutenção sazonal das refinarias, que limitará a demanda do petróleo. Os futuros caíram no mês de setembro nos últimos cinco anos.

"Estamos entrando em um período de manutenção sazonal, o que deverá provocar uma queda dos preços", disse Scott Roberts, codiretor de investimentos de altos rendimentos e administrador de US$ 2,7 bilhões da Invesco Advisers em Atlanta.

Os hedge funds ampliaram sua posição vendida para o petróleo West Texas Intermediate para um total combinado de 218.623 futuros e opções durante a semana que terminou em 2 de agosto, nível mais alto observado nos dados desde 2006, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA.

O WTI fechou 22 por cento abaixo de seu pico de junho em 1º de agosto, cumprindo a definição comum de bear market. O WTI caiu 7,9 por cento, para US$ 39,51 o barril, na semana do relatório. Os preços subiam 1,3 por cento, a US$ 42,36, às 10h43 em Londres, na segunda-feira.

A oferta de petróleo dos EUA subiu para 522,5 milhões de barris em 29 de julho, nível sazonal mais elevado em décadas, mostram dados da Administração de Informação de Energia dos EUA. As importações subiram para 8,74 milhões de barris por dia, maior total desde outubro de 2012.

Margens das refinarias

As refinarias operaram com 93,3 por cento de sua capacidade no período de uma semana que terminou em 29 de julho, maior nível desde novembro. As refinarias normalmente ampliam suas operações em junho e julho para atender o pico da demanda da gasolina antes de diminuírem o ritmo em agosto. Nos últimos cinco anos, a sede de petróleo das refinarias caiu uma média de 1,2 milhão de barris por dia de julho a outubro.

"As margens das refinarias estão fracas, o crescimento da demanda global está perdendo força e há uma fragilidade sazonal iminente para a demanda por petróleo e derivados", disse Mike Wittner, chefe de pesquisa do mercado de petróleo do Société Générale em Nova York, à Bloomberg TV, em 4 de agosto.

Nem todos embarcaram nessa onda de pessimismo.

O mercado de petróleo se aproxima de uma "violenta inversão" para cima, escreveu o trader de petróleo Andy Hall aos investidores do seu hedge fund, o Astenbeck Capital Management, de Stamford, Connecticut, nos EUA. "Os fundos ganharam uma quantia significativa de dinheiro com posições vendidas para o petróleo nas últimas semanas e as pessoas vão querer tirar parte dos lucros da mesa à medida que nos aproximarmos de níveis que só vão acelerar os declínios de produção dos EUA".

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