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Eataly prepara investimento em parque temático de comida

Kate Krader

  • Rafael Roncato/UOL/Foto tirada com o LG G4

    Megaloja da rede Eataly em São Paulo, inaugurada em 2015

    Megaloja da rede Eataly em São Paulo, inaugurada em 2015

(Bloomberg) -- Fãs da culinária italiana, preparem-se. O Eataly World está quase chegando.

Quando abrir as portas em Bolonha, na Itália, em setembro de 2017 (se tudo sair como planejado), o complexo de 80,9 mil metros quadrados promete exibir 10 mil metros quadrados de pomares, jardins e pastos; 40 workshops diferentes, onde você poderá assistir à preparação de massas e queijos; e 25 restaurantes e barracas de alimentação.

Representantes do Eataly prevêm que seis milhões de turistas visitarão o lugar anualmente; dois milhões serão estrangeiros.

Para os seguidores fiéis da megaloja especializada em culinária italiana, isso é o equivalente ao lançamento de um sucesso de bilheteria extremamente aguardado no cinema; é o "Vingadores: Guerra do Infinito" das franquias de alimentos, com quase 30 lojas em todo o mundo, de Turim, na Itália, à Turquia e a Tóquio.

Mas, mesmo assim, eu tenho as minhas dúvidas.

Saibam que eu sou uma grande fã do Eataly, especialmente da mais nova loja no centro de Nova York. Mas o slogan "Do campo ao garfo" é tão batido que já vem pronto para uma paródia.

Desses 40 workshops, o que será realmente atraente? Eu já vi como se faz massa; assim como qualquer pessoa que já tenha assistido ao canal Food Network na TV.

Esses 10 mil metros quadrados para cultivo e pasto parecem uma grande coisa, mas aí você faz umas contas no Google e percebe que essa área é um pouco mais do que um décimo do terreno total e só um pouco maior do que os 9.000 metros quadrados dos mercados (é verdade, esse espaço de varejo tem cerca do dobro do tamanho dos mercados de Nova York e de Los Angeles).

A pretensão do FICO Eataly World, seu nome oficial (F.I.CO. é a sigla de Fabbricca Italiana Contadina, algo como "Fábrica Camponesa Italiana"), parece simplesmente... fora de lugar.

No entanto, meu ceticismo cedeu durante uma entrevista com Tiziana Primori, CEO do Eataly World. Ela é uma mulher veemente --mesmo através de um intérprete--, com grandes planos para o parque temático destinado aos amantes da culinária, e muitos desses planos parecem incríveis. Conheça alguns dos que me convenceram.

Investimento de US$ 106 milhões

A equipe do Eataly World está colocando 100 milhões de euros (US$ 106 milhões) no projeto --parte dele será de capital aberto, com 2.000 empresas, grandes e pequenas, envolvidas.

De acordo com Primori, a responsabilidade ecológica é um foco importante e grande parte desse investimento será destinado a derrubar e descartar as plataformas de concreto do CAAB, o enorme centro de distribuição de frutas e vegetais que fica a cerca de oito quilômetros do centro histórico de Bolonha e que será substituído pelo Eataly World.

A construção usará muita madeira recuperada, com um ar "natural", diz Primori. Além disso, serão instalados 44.000 painéis solares -- a maior quantidade em uma única propriedade na Europa.

A verdade no slogan

Os 40 workshops deverão ir além das demonstrações comuns e vão enfatizar o processo do começo ao fim (do campo ao garfo, digamos). Então você verá o trigo ser transformado em vários tipos de farinha, por meio da moagem com pedra e da industrial.

Depois, você verá a farinha ser transformada em diversos tipos de massa. Você também poderá ver, por exemplo, uma ovelha da Sardenha ser ordenhada e esse leite ser transformado em queijo.

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