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Conheça o restaurante favorito de Donald Trump, o 21 Club

James Tarmy e Kate Krader

(Bloomberg) -- Na última vez em que Donald Trump esteve na cidade de Nova York, ele era o presidente eleito e raramente aparecia em público. Na noite de 15 de novembro, contudo, após se livrar dos jornalistas, ele saiu escondido de seu edifício e apareceu no 21 Club, restaurante de 88 anos para os poderosos de Nova York, a apenas cinco quadras de distância da Trump Tower.

Trump é cliente há tempos do restaurante e costuma jantar com sua esposa na mesa 11, próximo à entrada e sob a decoração eclética do restaurante -- há tempos os clientes podem doar recordações para serem penduradas no teto, por isso o espaço é enfeitado com caminhões Hess Christmas (presenteados pela família Hess), uma raquete de tênis quebrada cortesia de John McEnroe e, justo acima do assento favorito de Trump, um outdoor falso da empresa de entretenimento esportivo Van Wagner, pendurada durante uma reunião do conselho da empresa.

Enquanto os manifestantes se preparam para protestar em frente à Trump Tower e em outros endereços políticos importantes da próxima vez que o presidente retornar à cidade, nós checamos um dos lugares que ele mais ama -- um refúgio para tradição, almoços executivos e culinária americana clássica bem no centro de Manhattan.

Como é a comida atualmente?

O cardápio do 21 Club é tão variado quanto seu teto. Decorado com fotos de alguns itens expostos no lugar, inclusive a raquete de tênis quebrada de McEnroe, o menu apresenta clássicos de décadas, como a salada Cesar "21" (US$ 19), filé de linguado (US$ 72) e bife tártaro "Speakeasy" (US$ 42), que ocupa um lugar de destaque no meio da página. O restante do cardápio, desenvolvido pelo chef executivo Sylvain Delpique, é uma série de experimentos com influências de todo o mundo: o carpaccio de polvo (US$ 24), por exemplo, é visualmente impressionante, com fatias finas de polvo embebido em vinho salpicadas de za'atar vinaigrette. Macio, o polvo é bastante bom, com um sutil sabor do Oriente Médio, contrastando com um toque picante de tapenade de azeitona.

Mas se quiser recriar a experiência culinária de Donald Trump -- segundo representantes do 21 Club, ele sempre pede a mesma coisa --, você pode se decepcionar.

O pedido padrão do presidente é o "21" Burger (US$ 36), que ele prefere bem passado, com queijo americano. Para beber, ele costuma pedir Bloody Mary sem álcool, chá gelado ou Coca-Cola diet. O "21" Burger, que teria sido o primeiro hambúrguer de luxo do país quando foi servido pela primeira vez, nos anos 1940, é feito com um misto de três cortes nobres, incluindo acém. O hambúrguer é servido com pickles, tomate, cebolas grelhadas e o molho especial "21" e é oferecido com uma seleção de queijos, incluindo cheddar e gorgonzola.

Em uma tarde de dia de semana, havia Bentleys e SUVs pretos parados do lado de fora, homens com ternos caros e relógios grandes conversavam em meio a hambúrgueres e saladas e pagavam com cartões American Express Centurion, e mulheres, em notável minoria, se apresentavam com variações de roupas esportivas Akris, Chanel e Loro Piana. O restaurante estava cheio, jovial e tão vibrante quando um agrupamento de almoços de negócios pode ser, e o atendimento -- garçons de branco e gerentes de terno que conhecem os clientes de vista -- foi amigável, discreto e rápido. Foi uma experiência representativa de Nova York da qual todos, fãs de Trump ou não, poderiam desfrutar.

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