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Para Tenaris, prioridade de Trump será geração de emprego

David Wethe

(Bloomberg) -- A abordagem "EUA primeiro" do presidente Donald Trump em relação à energia não assusta Paolo Rocca.

O bilionário magnata do aço que controla a Tenaris, a maior fabricante de tubos de aço sem costura para o setor de energia, espera que a criação de empregos americanos de sua planta de US$ 1,8 bilhão no Texas permita que sua companhia continue importando alguns tipos de tubos nos EUA. A planta de tubos será aberta no próximo outono americano em Bay City para atender os poços de xisto.

Rocca se juntará a uma série de investidores e gigantes do setor do petróleo que estão correndo para ficar com uma parte da ação em meio a um ressurgimento da perfuração de xisto nos EUA, como o magnata imobiliário Sam Zell e a grande petroleira Exxon Mobil. O conglomerado de engenharia, aço e energia de Rocca também investirá US$ 2,3 bilhões na formação de xisto de Vaca Muerta, na Argentina, para perfurar 150 poços na segunda maior reserva de gás de xisto e quarta maior reserva de petróleo de xisto do mundo.

Rocca disse que sua equipe recebeu um retorno positivo do governo Trump e que a prioridade do presidente é gerar emprego. A nova planta criará 600 postos de trabalho. E também ajuda o fato de um membro do gabinete de Trump, o secretário de Energia Rick Perry, ter apoiado a decisão da Tenaris de investir quando era governador do Estado do Texas.

Retorno positivo

"A criação de emprego na planta de Bay City é muito importante para o Texas", disse Rocca, presidente e CEO da Tenaris, em entrevista na Scotia Howard Weil Energy Conference em Nova Orleans, EUA, na segunda-feira. "Quando nós explicamos o tamanho do nosso investimento ao atual governo, entendemos imediatamente que estamos indo na direção que eles querem que o setor vá. Esse é o feedback que nós estamos recebendo."

A Tenaris importa tubos de aço da Itália, do México e da Argentina para atender às necessidades de exploradores do Golfo do México nos EUA. A planta de Bay City nunca foi projetada para fabricar tubos maiores usados em poços offshore, disse Rocca.

Em janeiro, Trump assinou um memorando presidencial exigindo que o Departamento de Comércio elaborasse em um prazo de até seis meses um plano que obrigaria os oleodutos americanos novos, reequipados e ampliados a usar ferro, aço e outros materiais fabricados no país. De acordo com esse documento, se o tubo tiver sido fabricado com aço ou ferro parcialmente acabado fora dos EUA, ele não poderá ser usado. Ele tem que ser produzido nos EUA "do estágio de fusão inicial até a aplicação de revestimentos", disse Trump no memorando.

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