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Chinesa Huawei prepara resposta para próximo iPhone da Apple

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A Huawei Technologies planeja aumentar modestamente as vendas de celulares em 2017 em um momento em que se prepara para enfrentar a tão aguardada edição que marcará o 10º aniversário do iPhone, da Apple.

A terceira maior fabricante de smartphones do mundo, que declarou em 2016 que algum dia irá superar a Apple e a Samsung Electronics em participação de mercado, mira a venda de 140 milhões a 150 milhões de unidades em 2017 -- um aumento marginal em comparação com as 139 milhões de 2016. Mas a empresa também está realizando os retoques finais em seu aparelho mais poderoso de todos, o Mate 10.

A Huawei é a maior de um grupo de fabricantes de smartphones chinesas que conquistou participação de mercado global por meio de telefones baratos com características de última geração. A estreia do Mate 10 coincide com o lançamento do emblemático dispositivo da Apple, mas o aparelho chinês vai superar o iPhone em muitos aspectos, disse Richard Yu, chefe da divisão de consumo da Huawei.

"Teremos um produto ainda mais poderoso", disse Yu, em entrevista. "O Mate 10 tem uma duração de bateria muito mais longa com exibição em tela cheia, uma velocidade de mudança mais rápida, uma melhor capacidade fotográfica e muitos outros recursos que nos ajudarão a competir com a Apple."

Yu lançou seu desafio depois que a Huawei declarou uma queda acentuada no crescimento da receita no primeiro semestre porque as vendas de smartphones caíram em relação ao ritmo vertiginoso de 2016. A empresa registrou um aumento de receita de 15 por cento, para 283,1 bilhões de yuans (US$ 42 bilhões), nos seis primeiros meses de 2017 -- metade do ritmo de crescimento das vendas do ano passado.

Sua expansão vertiginosa de 2016 teve um custo: os lucros da Huawei cresceram ao ritmo mais lento em cinco anos em 2016, quando a empresa torrou recursos em pesquisas para a tecnologia 5G e em uma campanha de marketing para ganhar terreno no segmento de smartphones. A empresa não divulgou o lucro do primeiro semestre nesta quinta-feira.

Eric Xu, um dos vários CEOs rotativos da Huawei, alertou em dezembro que as despesas crescentes poderiam prejudicar a rentabilidade da empresa. Em memorando aos funcionários, ele prometeu modificar a cultura da companhia, cortar custos desnecessários e repensar a forma de fazer negócios frente à expectativa de aumento da incerteza global em 2017. O negócio de equipamentos de telecomunicações, o principal da empresa, está perdendo força porque as operadoras de telefonia estão freando os investimentos em rede para se prepararem para o advento da tecnologia 5G, que é mais rápida.

A divisão de consumo da Huawei, que abrange principalmente smartphones, teve um aumento de 36 por cento na receita, para 105,4 bilhões de yuans, durante os seis primeiros meses. A unidade mira um crescimento de 25 por cento da receita com consumo em 2017, para US$ 33 bilhões, menos do que os cerca de 42 por cento de 2016. A empresa também comercializa relógios inteligentes, tablets e acessórios como fones de ouvido e câmeras.

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