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ArcelorMittal diz que mercado siderúrgico continua melhorando

Thomas Biesheuvel

(Bloomberg) -- A ArcelorMittal, a maior fabricante de aço do mundo, disse que espera que a dramática recuperação do setor continuará no ano que vem.

Os produtores de aço estão animados com o fechamento das fábricas na China para reduzir a poluição, o que restringe as exportações que prejudicaram os preços mundiais. A demanda continua sendo forte, os preços estão em um rali e o ingrediente fundamental da fabricação de aço, o minério de ferro, está ficando mais barato.

"As condições favoráveis do mercado sustentaram mais um desempenho trimestral sólido", disse o CEO Lakshmi Mittal nesta sexta-feira em um comunicado. As condições de operação continuam melhorando e os principais indicadores apontam a uma "perspectiva positiva para 2018", disse ele.

Trimestre tranquilo

Embora as margens dos produtores sejam as mais altas em vários anos, provavelmente eles tenham que esperar um pouco para que isso chegue aos resultados. O terceiro trimestre é geralmente um período mais tranquilo para o setor e muitas usinas europeias desaceleram no verão. Além disso, é pouco provável que a queda dos preços tenha repercutido, porque o minério de ferro e o carvão usados na fabricação de aço foram comprados no começo do ano, a preços muito mais altos.

A ArcelorMittal informou resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização de US$ 1,92 bilhão no terceiro trimestre, frente a US$ 1,9 bilhão no mesmo período do ano passado. O número supera a média de estimativas dos analistas, de US$ 1,88 bilhão.

A empresa manteve sua projeção de que a demanda global crescerá 2,5 por cento a 3 por cento neste ano e espera que a recuperação da demanda europeia, seu maior mercado, continue, impulsionada pelos setores de construção e máquinas.

Reformas

Embora a demanda por aço seja robusta, o setor também está sendo beneficiado pelas reformas na China, que planeja cortar a produção de aço em quase 10 por cento no primeiro trimestre de 2018 para reduzir a poluição. No mês passado, o Credit Suisse Group chegou a afirmar que agora o setor poderia sofrer uma contração da oferta, uma mudança significativa para um setor com uma grande quantidade de siderúrgicas que produzem muito aço, o que reduziu os preços e cortou a rentabilidade.

Os embarques da China agora estão diminuindo e as exportações caíram para 4,98 milhões de toneladas no mês passado, a menor quantidade desde 2014, muito longe do pico mensal do fim de 2015, de mais de 11 milhões de toneladas.

Mesmo assim, a Mittal advertiu que as importações de aço continuam sendo uma ameaça. "Apesar de estarmos satisfeitos com o progresso que estamos fazendo, operamos em um ambiente global competitivo caracterizado por excesso de capacidade e alto nível de importações."

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