Falta precisão no cálculo de custos no mercado de maconha

Jen Skerritt

(Bloomberg) -- Se há uma coisa que ainda está nebulosa no nascente mercado de maconha do Canadá, é a amplitude das margens do negócio.

Faltando menos de nove meses para a legalização da cannabis recreativa, analistas e investidores ainda não sabem claramente quais serão os grandes vencedores e perdedores. Algumas empresas de maconha de capital aberto não informam quanto custa produzir um grama de maconha seca, e se informam, os números não são calculados de maneira uniforme. Além disso, as margens dos produtores poderiam começar a diminuir quando as províncias começarem a comprar maconha por atacado.

Os preços de venda "certamente vão cair, talvez pela metade do valor atual, e o custo da produção vai ter importância", disse Mike Gorenstein, CEO da Cronos Group, com sede em Toronto. "As margens não serão de 80 ou 90 por cento para sempre."

A iminente redução das margens chega em um momento em que o otimismo dos inversores com as vendas recreativas provoca uma forte alta das avaliações. As ações da Canopy Growth, o primeiro unicórnio de maconha do país, com um valor de mercado de mais de 3 bilhões de dólares canadenses (US$ 2,36 bilhões) aumentaram mais de 80 por cento nos últimos 12 meses, e as da Aurora Cannabis mais do que dobraram. As da MedReleaf aumentaram mais de 90 por cento desde sua estreia em junho.

Preços

Hoje, a maconha medicinal é vendida diretamente aos consumidores por cerca de 7 a 12 dólares canadenses por grama, dependendo da qualidade. Os preços da maconha recreativa provavelmente caiam para 4,50 a 5 dólares canadenses e províncias como Ontário e Alberta planejam adquirir maconha no atacado, disse Jason Zandberg, analista da PI Financial em Vancouver.

Alguns produtores estão focados na redução de custos para ajudar a manter margens robustas.

Os custos por grama da Aphria, com sede em Leamington, Ontário, foram de 95 centavos de dólar canadense no trimestre passado e há mais medidas pendentes para melhorar os custos, para que a empresa "tenha o controle" em termos de diminuir o preço de venda sem sacrificar margens, disse o CEO Vic Neufeld em entrevista.

As empresas também procuram diversidade geográfica para compensar as quedas de preços no Canadá.

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