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Transporte compartilhado diminuirá vendas de carros novos

David Welch e Joe Ryan

Empresas de transporte realizado por particulares, como a Uber Technologies, verão um aumento da demanda de hoje a 2040, o que será um obstáculo para o crescimento global das vendas de automóveis, de acordo com um novo estudo da IHS Markit.

Como cada vez mais pessoas recorrem ao transporte particular compartilhado, que acumula mais quilômetros do que os carros pessoais, o crescimento das vendas de novos veículos leves diminuirá muito. O setor de mobilidade de serviço comprará mais de 10 milhões de carros em 2040 nos quatro mercados analisados no estudo -- China, Europa, Índia e EUA -- em comparação com cerca de 300 mil em 2017, mas o total não conseguirá evitar que o crescimento das vendas de carros novos diminua "substancialmente", afirmou a IHS Markit.

"Um grande 'paradoxo automotivo' -- onde haverá mais percursos de carro do que nunca, mas os indivíduos precisarão de menos carros -- será uma qualidade definidora do novo futuro automotivo", disse Daniel Yergin, vice-presidente da IHS Markit. "A mudança está apenas começando."

Demanda elétrica

Assim como aqueles que poderiam ter um carro vão usar mais transporte compartilhado daqui até 2040, os carros utilizados também vão mudar. Cerca de 30% dos novos automóveis vendidos nos quatro principais mercados serão totalmente elétricos ou híbridos plug-in, em comparação com cerca de 1% no ano passado, concluiu o estudo.

Os consumidores ficarão mais interessados nos carros elétricos quando os custos caírem, impulsionados por baterias mais baratas. Atualmente, as baterias custam cerca de US$ 200 por quilowatt-hora, disse Tom De Vleesschauwer, líder de práticas de transporte e mobilidade da IHS Markit. As fabricantes de automóveis precisam reduzir os custos para cerca de US$ 100 por quilowatt-hora para competir com um carro a gasolina, segundo a IHS Markit, que prevê uma paridade dos preços na década de 2030.

Mas o auge da eletrificação não significa que o petróleo irá desaparecer. O petróleo não terá mais o "monopólio" como combustível de transporte, mas os carros a gasolina ou diesel ainda representarão cerca de 62% das vendas de automóveis novos em 2040 nos quatro principais mercados do estudo, em contraste com 98 por cento no ano passado.

Os carros com motor a combustão interna ainda continuarão sendo maioria nas vendas de carros novos em 2040, graças principalmente à popularidade dos híbridos, segundo a IHS Markit.

"O futuro automotivo será definido por uma transformação nunca vista desde o início da era do automóvel", disse De Vleesschauwer. "Mas nossa análise mostra que ainda haverá muitas coisas que parecerão familiares, até mesmo em 2040."

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