Lei federal limita expansão de vendedores de maconha nos EUA

Jennifer Kaplan

(Bloomberg) -- As empresas de cannabis dos EUA que pretendem se tornar o McDonald's da maconha legalizada através de franquias estão enfrentando um grande problema: o Tio Sam.

Oito estados e o Distrito de Columbia votaram a favor da legalização do uso recreativo de maconha e outros 28 aprovaram o uso com fins medicinais. Mas a erva continua sendo ilegal de acordo com a lei federal e ? infelizmente para as empresas do ramo ? um produto que atravessa as fronteiras estaduais do país é regido pela jurisdição dos EUA.

Isso significa que as empresas de maconha que queiram se expandir para além de seu estado natal precisarão ser mais criativas do que um vendedor comum de bens de consumo. Para lidar com isso, os empreendedores estão usando principalmente acordos de licenciamento e franquia. Uma empresa pode fornecer receitas de produtos comestíveis ou conhecimentos de marca, por exemplo, sem nunca despachar maconha para o outro lado de uma fronteira estadual.

"Estamos tentando encontrar a melhor forma de cumprir os regulamentos federais em um setor que é ilegal a nível federal", disse Christian Hageseth, um veterano do ramo de maconha e CEO da One Cannabis em Denver, que está franqueando lojas de maconha. "É um cenário complicado."

O principal motor de expansão para outros estados é que os varejistas desejam entrar em mais mercados à medida que o setor se massifica. O negócio legal de cannabis, estimado em US$ 6 bilhões no ano passado, deverá chegar a US$ 50 bilhões em 2026, segundo Cowen & Co. Alguns empresários do ramo dizem que o risco real está avançando muito devagar.

"É aquele velho ditado, 'crescer ou morrer', de certo modo", disse Chuck Smith, diretor de operações e cofundador da Dixie Brands, uma empresa de produtos comestíveis com sede em Denver, Colorado. "Nós não montamos esta empresa para atender a apenas um mercado."

A Dixie se expandiu para Califórnia, Nevada e Maryland usando um modelo de licenciamento. A Dixie Brands em si não toca a planta de cannabis. Em vez disso, ela se associa com empresas de maconha licenciadas em cada estado para fabricar produtos com a marca Dixie.

Não espere

Com Jeff Jefferson, um inimigo da maconha, no comando do Departamento de Justiça dos EUA, as probabilidades de que a erva seja legalizada em breve pela lei federal são mínimas. No entanto, muitos empresários dizem que as empresas que esperarem por esse dia estarão em problemas. Embora as grandes companhias farmacêuticas, de tabaco e de bebidas alcoólicas tenham se mantido longe do setor até o momento, isso provavelmente mudaria com a legalização federal.

"As marcas que não pensarem além de seu próprio estado podem se ver em uma situação competitiva difícil contra as grandes marcas nacionais que vão entrar", disse Nancy Whiteman, coproprietária da Wana Brands, uma empresa de produtos comestíveis com sede em Boulder, Colorado.

A Wana está licenciando sua propriedade intelectual para parceiros em diferentes estados. A marca se expandiu para Nevada e Oregon e será lançada no Arizona em dezembro. Em 2018, a Wana chegará a Illinois, Flórida, Maryland, Pensilvânia, Ohio e Michigan e está em negociações com parceiros na Califórnia e no Canadá, disse Whiteman.

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