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China deve elevar taxas do mercado monetário três vezes em 2018

Bloomberg News

03/01/2018 14h18

(Bloomberg) -- O banco central da China fará aumentos modestos nas taxas do mercado monetário em 2018, porque pretende manter a pressão sobre a desalavancagem e evitar uma divergência excessiva com a política dos EUA, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg.

Projeta-se que o Banco Popular da China aumentará as taxas de juros em acordos de recompra reversa em cinco pontos-base três vezes neste ano, a partir do primeiro trimestre, mostra a pesquisa. Isso aumentaria a taxa - agora em 2,5 por cento - mais lentamente do que no ano passado, quando as autoridades elevaram-na em cinco pontos-base em dezembro, após dois aumentos de 10 pontos-base no primeiro trimestre.

Os economistas não preveem nenhuma alteração na taxa de referência, que estabelece os custos de empréstimos em toda a economia, até o início de 2020, de acordo com outra pesquisa realizada pela Bloomberg. O banco central manteve a taxa de empréstimo de um ano inalterada desde outubro de 2015.

Com essa trajetória, a China manteria um ritmo parecido com o do Federal Reserve dos EUA, que projeta três aumentos próprios neste ano, e Pequim conservaria a estabilidade financeira, mantendo a liquidez apertada e evitando saídas de capital. O PBOC surpreendeu os investidores no mês passado quando, depois do aumento de 0,25 ponto do Fed, realizou seu próprio movimento menor.

O PBOC tem maior probabilidade de aumentar as taxas de juros do mercado aberto no primeiro semestre, porque provavelmente haverá mais forças contrárias para a economia nos últimos seis meses do ano, de acordo com Wang Yifeng, analista do instituto de pesquisa da China Minsheng Banking em Pequim.

"Uma tendência de ajuste na prática será a principal orientação política, o que ajuda a equilibrar a redução da alavancagem e estabilizar o crescimento", disse ele. "Vai ser difícil ver a flexibilização da política monetária durante um bom tempo."

Uma reunião de cúpula das autoridades de políticas econômicas da China, conduzida pelo presidente Xi Jinping no mês passado, estabeleceu que a prevenção de risco será a principal "batalha crítica" para os próximos três anos. A Conferência de Trabalho Econômico Central, realizada todos os anos, adotou um tom mais forte do que no ano anterior ao declarar que as comportas da oferta monetária deveriam ser "controladas", em comparação com o anúncio do ano anterior, que pedia "ajuste".

Os analistas também projetam uma redução generalizada do coeficiente de reservas obrigatórias no quarto trimestre, de 17 por cento para 16,5 por cento, de acordo com diferentes pesquisas. Isso se somaria à redução projetada para ajudar as pequenas empresas, que havia sido anunciada no ano passado e entrou em vigor no dia 1 de janeiro.

Ainda assim, o PBOC talvez não acompanhe completamente os aumentos da taxa de juros do Fed neste ano, disse Liu Li-gang, economista-chefe para a China do Citigroup em Hong Kong, em entrevista à Bloomberg Television na quarta-feira. É provável que o banco central faça no máximo dois aumentos em sua Facilidade Permanente de Crédito overnight, que estabelece um teto para as taxas do PBOC, mas "se o ajuste financeiro for excessivo demais, não podemos desconsiderar um corte dos requisitos de reserva", disse Liu.

--Com a colaboração de Mengchen Lu Helen Sun Xiaoqing Pi e Shuqin Ding

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