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Delta endurece normas para viajar com animais de serviço nos EUA

Justin Bachman e Mary Schlangenstein

22/01/2018 13h23

(Bloomberg) -- Os dias do pato de serviço e da galinha de apoio emocional nas companhias aéreas dos EUA podem estar contados.

A Delta Air Lines afirmou na sexta-feira que analisará mais detalhadamente os pedidos dos passageiros para viajar com animais incomuns, que geralmente embarcam nas companhias aéreas americanas sob o pretexto de apoio psicológico ou médico.

"Os clientes tentaram viajar com perus, gambás planadores conhecidos como petauro-do-açúcar, cobras, aranhas e muito mais", informou a companhia na sexta-feira em um comunicado à imprensa. "Ignorar a verdadeira intenção das normas existentes que regem o transporte de animais de serviço e de apoio pode ser um desserviço para os clientes que têm necessidades reais e documentadas."

Documentação

A partir de 1º de março, os clientes da Delta que viajarem com um animal de serviço ou de apoio deverão apresentar um atestado de saúde ou de vacinação do animal 48 horas antes do voo.

Além da atual exigência de apresentar uma carta assinada por um médico ou profissional de saúde mental licenciado - que pode ser facilmente obtida na internet -, passageiros com animais para serviço psiquiátrico ou apoio emocional precisarão assinar um formulário que ateste que o animal sabe se comportar.

"Essas medidas destinam-se a ajudar a garantir que os clientes que viajam com um animal treinado de serviço ou de apoio não correrão mais o risco de que seus animais sejam atacados por bichos de estimação não treinados", afirmou a Delta.

Risco à segurança

A Delta transporta cerca de 700 animais de serviço por dia -- um aumento de 150% desde 2015. A empresa com sede em Atlanta, nos EUA, afirmou que os "incidentes com animais" aumentaram 84% desde 2016, incluindo problemas a bordo como urina, fezes e comportamento agressivo.

Em junho, um homem do Alabama foi levado para um hospital de Atlanta com feridas na face depois que um cachorro se lançou contra ele em um Delta 737 com destino à Califórnia. Segundo um relatório da polícia, o cão tinha sido designado como animal de apoio para um fuzileiro naval dos EUA.

A companhia aérea considera que o assunto é um risco para a segurança, disse Ashton Morrow, porta-voz da Delta. "Há uma falta de regulamentação e o que estamos tentando fazer é entender melhor o processo e garantir que a segurança seja prioritária", disse ela.

Durante vários anos, os comissários de bordo chamaram a atenção para o provável abuso das normas que permitem cães de serviço e animais de apoio emocional na cabine de aeronaves. Em muitos casos, os animais não estão confinados e podem circular pela cabine, criando preocupações em relação à segurança.

A Associação de Comissários de Bordo afirmou que "apoia firmemente" a mudança de política da Delta, disse a presidente Sara Nelson, porque "parece que há um abuso crescente do sistema. Estamos ouvindo uma indignação generalizada para acabar com esse abuso."

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