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Funcionários revelam ainda ter medo de denunciar assédio sexual

Jeff Green

(Bloomberg) -- Em um momento em que a atenção pública em relação ao assédio sexual atinge picos históricos, a maioria dos trabalhadores afirma ainda ter receio de denunciar más condutas por medo de retaliação ou de que não seja tomada nenhuma medida corretiva.

Segundo uma pesquisa com gerentes e seus funcionários divulgada na quinta-feira, 11 por cento dos trabalhadores afirmaram que sofreram assédio no ano passado. Entre eles, três de cada quatro não denunciaram o fato a seu gerente. A forma mais comum de assédio foi a verbal, como comentários de natureza sexual e avanços indesejáveis.

"Aparentemente, os empregados não sentem que têm o poder de levar as acusações adiante sem serem prejudicados", disse Evren Esen, diretora de análises sobre a força de trabalho da Sociedade de Gestão de Recursos Humanos, que conduziu o estudo.

A pesquisa revelou também uma diferença na forma como os gerentes e seus funcionários veem seu ambiente de trabalho. A maioria dos executivos disse considerar o assédio raro em suas empresas, visão compartilhada por apenas 35 por cento dos funcionários sem nível gerencial. E embora 94 por cento das empresas tenham afirmado que mantêm políticas contra o assédio, apenas 78 por cento dos funcionários sabiam de sua existência.

Entre os profissionais de recursos humanos, 32 por cento disseram que haviam recebido pelo menos uma denúncia de assédio sexual no ano passado. Aproximadamente a mesma proporção disse que havia visto um aumento no período. Cerca de um terço das organizações efetuou mudanças no treinamento contra o assédio sexual nos últimos 12 meses, segundo o estudo.

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