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Fundo de US$ 126 bi foca em ações contra retirada de estímulos

Frances Schwartzkopff

25/04/2018 12h04

(Bloomberg) -- Um dos maiores fundos de pensão da Europa pretende reforçar a alocação em ações para sobreviver à histórica retirada dos estímulos monetários, que tanto preocupa os mercados globais.

"Temos alocação maior em ações do que em juros e achamos que é a melhor posição neste ambiente", disse Christian Hyldahl, presidente do ATP. "Acreditamos nas ações no longo prazo e nossa exposição também combina papéis não listados e ações de empresas dinamarquesas."

O fundo, com sede ao norte de Copenhagen, investe com base em fatores e também está "bastante focado em inflação", com aplicações inclusive em commodities, segundo Hyldahl.

O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros dos EUA três vezes no ano passado e uma vez neste ano. A perspectiva para a política monetária desencadeou um abalo sísmico nos rendimentos dos títulos de dívida. O banco central americano sinalizou mais dois ou três acréscimos em 2018. Para a reunião da semana que vem, a expectativa é que a taxa fique inalterada.

"Os juros vão subir várias vezes neste ano", afirmou Hyldahl. "E provavelmente mais rápido do que os mercados esperam."

Isoladamente, nenhuma classe de ativos será capaz de proteger o retorno durante a turbulência que está por vir, explicou ele. "Não acho que exista almoço grátis em lugar algum, além da diversificação em todos os aspectos", disse Hyldahl, citando diversificação "em termos de ativos, liquidez e regiões".

O maior fundo de pensão da Dinamarca teve uma pequena perda no primeiro trimestre, provocada pela queda das bolsas e pela alta dos juros, que prejudicaram o retorno.
Para Hyldahl, o pior cenário possível no atual ciclo de aperto se concretizará se os mercados acreditarem que os bancos centrais estão agindo muito rapidamente. Se houver temor em relação a um "pouso forçado" da economia, o risco é de inversão da curva de juros. "E ninguém quer chegar a essa situação", ele disse.

"Não se sabe se os mercados terão pouca variação, se haverá um revés significativo ou se as pessoas serão surpreendidas e o ciclo todo continuará por mais dois anos", disse Hyldahl. "Isso nunca foi feito e não há experiência" passada que sirva como referência.

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