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Níquel é metal de baterias preferido do Bank of America

Laura Millan Lombrana

25/06/2018 15h43

(Bloomberg) -- O níquel é a melhor forma de ganhar exposição à revolução dos veículos elétricos devido à alta probabilidade de queda dos preços do lítio em um momento em que praticamente todos os produtores buscam ampliar a produção, segundo o Bank of America Merrill Lynch.

Ambas as commodities são componentes fundamentais das baterias recarregáveis. No momento em que os estoques nos depósitos atingiram os menores níveis em quatro anos, o níquel provou ser resiliente em relação aos temores gerados pela guerra comercial, que derrubou outros metais industriais.

Os produtores de níquel, fortemente afetados pela queda acentuada nos anos anteriores, têm relutado em investir em expansões em meio à recuperação dos preços. Mas as produtoras de lítio poderiam adicionar até 815.000 toneladas em capacidade ao mercado até 2025 e a demanda deverá aumentar 460.000 toneladas até o ano citado, projetam analistas do BofA Merrill Lynch.

"Estamos preocupados com a oferta das minas e vemos uma probabilidade elevada de os preços do lítio serem pressionados nos próximos meses", escreveram os analistas em nota a clientes. "A utilização da capacidade teria que cair para 56 por cento até 2020 para manter um mercado equilibrado."

"Isso deixa o níquel como a melhor escolha entre os metais para aumentar a exposição aos veículos elétricos", completaram.

Os preços do carbonato de lítio subiram e atingiram níveis recorde em maio em todos os mercados, com exceção da Ásia, segundo a Benchmark Mineral Intelligence. Na América do Sul, a segunda maior região produtora do mundo, os preços subiram 6,8 por cento em maio, para US$ 15.750 a tonelada. Os preços podem cair para US$ 10.000 se o aumento da produção simultânea se concretizar, afirma o BofA Merrill Lynch.

Não há dúvida de que os produtores que anunciaram expansões podem acabar operando abaixo da capacidade e que alguns projetos podem não ser desenvolvidos. A capacidade pode ser expandida rapidamente, mas as instalações atualmente em operação ou planejadas podem limitar a produção depois de 2020, escreveram.

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